Art Brut de disco e clipe novos!
Após dominar o mundo com o primeiro disco “Bang Bang Rock n’Roll” e invadir as pistas de dança indies com o mega-hit “My Little Brother” (e subseqüentemente “Emily Kane” e “Formed a Band”), o Art Brut está de volta.
O quinteto, que abriu para o Franz Ferdinand em São Paulo no ano passado e não teve muito destaque, é um pequeno achado do rock atual, uma banda que se não veio para salvar o mundo com certeza entretém como poucas atualmente. Para o público a que se destina, o Art Brut causa um certo estranhamento sem uma apresentação prévia. O vocal e mentor Eddie Argos usa a banda de base para desfilar suas histórias simples e engraçadas (mas não exatamente engraçadinhas) sobre a paixão platônica do colégio ou o irmão mais novo que acaba de descobrir o rock n’roll e gravou para ele uma fita só com b-sides, ou ainda clamar por um espaço no agora extinto programa da Tv Inglesa “Top of the Pops”. Tudo isso sob um instrumental que não faria feio em qualquer música do Buzzcocks.
Algo tão conceitual e bem-humorado corre o risco de perder a atração rapidamente, mas o Art Brut acaba de passar - e com louvor - o teste do segundo disco. Já disponível, “It’s a Bit Complicated” traz a banda afiadíssima, um degrau acima em termos de técnica e musicalidade (o nome Art Brut a princípio ia ser trocado a cada disco, afinal a banda não estaria mais no estado bruto), e Eddie Argos se sai muito bem renovando seus “causos”. Da abertura com “Pump up the Volume”, passando pelo single novo e homônimos de clássicos como “I Will Survive” e “Jealous Guy”, o Art Brut consegue despretensiosamente, e através dessa própria despretensão, lançar um dos discos mais bacanas do ano.
Art Brut - “Direct Hit”
2 comments Junho 29, 2007

Bob Mould é um cara sensacional. Se Dave Grohl, seu fã confesso, é concorrente forte a grande personalidade do rock nos anos recentes, por ter participado de duas bandas sensacionais, Nirvana e Foo Fighters, Bob não fica atrás. Nos anos 80, foi o mentor do Hüsker Dü, trio hardcore que pertenceu ao cast da SST e depois teve uma sobrevida em major. Nos anos 90, Bob não quis saber de revivals: criou o Sugar, referência para o dito rock alternativo, tendência da época, com músicas de melodias tão açucaradas quanto o nome da banda pode sugerir. Com a dissolução deste outro trio, Mould alternou altos e baixos em sua carreira solo. Ano passado acertou em cheio, lançando “Body of a Song”, um discaço de rock soando atual como qualquer banda de moleques. Acompanhado de uma excelente banda, com destaque para o ex-Fugazi Brendan Canty, caiu na estrada e pela primeira vez incluiu clássicos das suas bandas anteriores.
Matt Sharp, baixista do Weezer na aclamada dobradinha Blue Album/Pinkerton, reformou o seu The Rentals e já prepara material novo. “The Last Little Life EP” sai dia 12 de Agosto e já está no MySpace a primeira música da nova formação, “