Archive for Julho, 2007

Ben Kweller “Sha Sha” - Southpaw - 30.7.7

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fotos por Amauri Aguiar

A idéia do “Don’t Look Back concert series“, que colocou o Sonic Youth para tocar o “Daydream Nation” inteiro no Sábado passado, é muito boa. Mas, se você pensar bem, existe desde que a primeira banda gravou o primeiro disco, ou seja, ninguém precisa da autorização deles para fazer um show assim.

E Ben Kweller foi bem mais longe: marcou três shows para apresentar cada um de seus álbuns na íntegra. O primeiro a se esgotar foi esse, que revisitou o disco “Sha Sha”, de 2002.

shasha.jpgEm 2002 eu não fazia muito mais do que ouvir Weezer o tempo todo. “Sha Sha” foi o disco a me salvar dessa bitolação. Puxado pelo single “Wasted and Ready”, que bem ou mal era bem próxima do estilo dos meus ídolos da época, o álbum trazia um artigo sempre raro e apreciado, em qualquer momento da história da música: qualidade da primeira à última canção. Além do lado rock à la Pixies e Weezer, o moleque que mal tinha chegado aos 20 anos trazia influências de country e baladas ao piano numa época que isso não podia ser visto com bons olhos. Mas a qualidade de todas as músicas fazia isso tudo ficar em segundo plano.

bk02.jpgCortamos então para 2007, no Brooklyn (a cidade que Ben escolheu para morar), um Southpaw com 300 pessoas se apertando num calor infernal, todas com um livreto com a capa do disco e as letras em mãos. Ben Kweller adentra o palco pulando e exibindo a roupa (e até a escova de dentes) que aparecem na capa do disco. “Feliz dia do Sha Sha para todos vocês!” - emenda, e senta ao piano. A música-título é executada e cantada por todos os presentes.

Em seguida pega a guitarra e pede desculpas. “Normalmente a gente deixa para fechar o show com algo para cima, mas estamos obedecendo a ordem do disco e nela Wasted and Ready é agora!” anuncia para delírio dos presentes. Em “Family Tree” começa errando a letra, pede um livreto emprestado e já emenda na letra certa, sem recomeçar.

Chega a hora de abrir a caixa vermelha escrito “Sha Sha” e distribuir escovas de dente iguais à da capa para o público. Em “Commerce TX” aproveita para explicar que a música foi escrita sobre a época que viveu lá e revelar que a vizinha estranha sem cortinas da letra era uma velhinha que colava sacos de supermercado na janela.

O número mais empolgante continua sendo “Walk on Me”. Em “Harriet’s Got a Song” ele pede para reiniciar porque a guitarra não estava afinada e o show estava sendo gravado. Nem dá para acreditar então que já estamos em “Falling” e a Odisséia de Sha Sha chegou ao fim…

Para o bis, Ben pede sugestões do público, mas os fãs de carteirinha pedem apenas raridades, incluindo até músicas do projeto The Bens. Depois de algum tempo os pedidos vão ficando mais tranquilos até se chegar no consenso de tocar as três mais conhecidas pós-”Sha Sha”: “On My Way” e as recentes “Sundress” e “Penny on the Train Track”. Um belo aperitivo para os próximos dois dias…

Amanhã tem mais!!!

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setlist Ben Kweller:

Sha Sha
Wasted and Ready
Family Tree
Commerce, TX
In Other Words
Walk On Me
Make It Up
Lizzy
No Reason
Harriet’s Got a Song
Falling
-
On My Way
Sundress
Penny on the Train Track


1 comment Julho 31, 2007

Aula particular com o seu ídolo

now-play-it.jpgA última novidade em aprendizado musical vem desse site gringo, Now Play It, que vende aulas em vídeo com ídolos do rock ensinando alguns dos seus clássicos. Temos Blur (ensinando baixo e bateria de “Song 2″ e “Tender”), Supergrass (foto) e Turin Brakes, entre outros.

Algumas outras músicas ganharam versões pelos professores do site, e todas elas estão categorizadas pelo nível de dificuldade. Cada vídeo custa 4 libras, o equivalente a um pouco mais de 15 reais.  

Não precisa se acanhar: Alex James, baixista do Blur, até hoje não sabe nem o nome das notas que toca em “Song 2″.


Add comment Julho 30, 2007

Guster + Ben Kweller - Starland Ballroom NJ - 29.7.7

Disco de Platina AVISA: esta é uma resenha apaixonada. Afinal, não é todo dia que você sai de casa para ver uma banda do seu top 10. Imagina então duas…

Ben Kweller e Guster são amigos e colaboradores de longa data, e esse foi o último show de uma mini-turnê que fizeram juntos. O Starland Ballroom, um confortável bar para 1500 pessoas localizado no meio do nada em New Jersey, foi o local escolhido. O público, extremamente jovem, já formava filas duas horas antes de abrirem as portas e lotou o lugar.

Ben Kweller, que a partir de amanhã começa um temporada no Southpaw tocando todos os seus três discos na íntegra, abriu o show. Menos de um ano após lançar seu terceiro disco e tocar no Lollapalooza acompanhado de uma banda totalmente destoante, BK montou um trio muito mais condizente com o seu som. Abriu o show com “Walk On Me” e “Family Tree”, do disco de estréia Sha Sha, tocando violão ao invés de guitarra e conquistando aos poucos os fãs de Guster, maioria no local. O seu novo trio é excelente tecnicamente e ainda ajuda com backing vocals em todas as músicas. Empunhou a sua guitarra Gibson SG branca (igual à do amigo Evan Dando, do Lemonheads) a partir da terceira música, para tocar músicas dos álbuns posteriores e ainda sentou ao piano para “In Other Words”. Ben é uma simpatia só com o público e seu jeito desengonçado de dançar enquanto toca só cativa ainda mais. Para delírio dos presentes surge Ryan, do Guster, para tocar banjo em “Lizzy”, outra raridade. O set do show, por mais que tenha ficado muito bem equilibrado, parece um grande preparativo para a temporada de amanhã, já que desencava algumas raridades e esquece alguns hits. Só uma constatação, claro…  Na medida certa para um show de abertura, encerrou o show com “Penny on the Train Track”.

set list Ben Kweller:
Walk On Me
Family Tree
I Need You Back
My Apartment
I Gotta Move
Sundress
In Other Words
Lizzy
Penny on the Train Track

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foto por sheilnaik

A noite era mesmo do Guster, headliner e em ritmo de despedida  da tour de “Ganging Up on the Sun”, que acaba em breve para dar lugar aos ensaios do álbum novo. Acumulando cinco discos de estúdio, a banda troca de set a cada show, e a escolha por abrir com um número mais tranquilo (”Captain”) soa bastante adequada. A empolgação aumenta com o baladão “Demons” e explode de vez com “Center of Attention”, a primeira das muitas vezes da noite onde todos cantam junto.

A formação, que em estúdio se resumia a trio até a oficialização de Joe Pisapia, chega a virar um sexteto ao vivo em alguns momentos, com a adição de dois roadies fominhas, que complementam com mais percussões e teclados quando necessário. Isso porque o Guster insiste em uma formação mais unusual: apelam muito pouco para a bateria, deixando a base quase sempre por conta de uma mega-percussão que até inclui uma caixa (tocada com a mão) e bumbo. O baixo também pode ser substituído por um violão com efeitos de oitavador. Nada que soe estranho demais, entretanto. Graças a Deus.

Para acabar logo com a expectativa, na quarta música já é a hora de chamar Ben Kweller ao palco para o dueto “I hope tomorrow is like today”, composta e gravada por ambos para o filme “Penetras Bons de Bico”. Seria o momento ideal para os celulares acesos (a versão do novo milênio para os isqueiros acesos), mas ela acaba ficando para o seguinte, uma improvável e talentosíssima versão de “Aquarela do Brasil”, com os vocais em inglês cheios de harmonias e uma batida de samba feito por gringos. Mais do que divertido.

Nenhum clássico ficou de fora: teve “Amsterdam”, “One Man Wrecking Machine”, “Barrel of a Gun”(com o público todo esticando a mão para fazer a contagem regressiva do refrão), “Careful” e o encerramento com “Fa Fa”.

Ryan sugere que a banda não saia para o bis, apenas os dois Gusters locais de New Jersey, Joe e Adam, saiam e voltem para receber os aplausos. Com toda a munição utilizada no show em si, o bis vira hora das raridades, e daí surge até mesmo “Parachute”, do longínquo primeiro disco de 1995, quando a banda ainda se chamava Gus.

Na insistência por mais um bis, o Guster volta com uma proposta diferente: os quatro se postam na frente do palco e com os instrumentos desplugados e um silêncio cooperativo do público, mandam “Jesus on the Radio” totalmente desplugado, para delírio geral.

Saio de lá com I hope tomorrow is like today na cabeça. Tomara!

setlist Guster:
Captain
Demons
Center of Attention
I Hope Tomorrow is Like Today
Satellite
Brazil
Barrel of a Gun
One Man Wrecking Machine
Manifest Destiny
Airport Song
Careful
Lightning Rod
Amsterdam
Happier
Ruby Falls
C’mon
Fa Fa
-
G Major
Parachute
Come Downstairs and Say Hello
-
Jesus on the Radio


4 comments Julho 30, 2007

Sonic Youth (Daydream Nation) - McCarren Pool Park - 28.7.7

Nova York e Los Angeles são duas cidades gigantes e opostas, tanto na localização quanto nas suas características, muito mais díspares do que toda a pretensa diferença entre as ditas rivais Rio e São Paulo.

Nesse Sábado, Los Angeles estava em sua festa: agora em 2007 estão sendo comemorados, com direito à capa na Rolling Stone, os 20 anos de lançamento do “Appetite for Destruction”, do Guns N’Roses, uma banda com a cara da California. Naquela noite estava sendo aguardada uma reunião da formação original durante o show da banda cover de Guns que o baterista original Steven Adler montou. “Appetite…” marcou uma era, vendeu mais de 15 milhões de cópias, e mudou a cara das FMs à época, tornando o Guns talvez a última mega-banda mundial.

Do lado de cá dos States, Nova York também estava em festa. Recebia a sua banda mais representativa, para comemorar 19 (não 20) anos do lançamento do seu álbum que também mudou tudo. A banda, no caso, era o Sonic Youth, e o álbum em questão o “Daydream Nation”. “Daydream Nation” foi tão transformador e certamente mais revolucionário que o “Appetite…”. Ele é marca o início do que resolvemos chamar de “indie rock”, ponto de partida daquela revolução do rock alternativo que tomou conta dos anos 90 e o mundo todo só veio a conhecer a partir do “Nevermind” do Nirvana.

O show na McCarren Pool Park, uma piscina pública abandonada num parque no Brooklyn, fez parte do “Don’t Look Back concert series“, uma série que convida bandas a revisitarem na íntegra e na sequência original, algum dos seus álbuns clássicos.

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fotos por mercurialn

Não pode ter sido fácil, mesmo para uma banda do naipe do Sonic Youth, recriar um álbum tão complexo quanto o “Daydream”. São diálogos de guitarras em diferentes afinações, microfonias, longos trechos instrumentais… enfim, tudo que fez a fama da banda. E a recriação até dos timbres do álbum foi precisa. Para “Eric’s Trip”, por exemplo, Thurston Moore usou um baixo com distorção apenas tirando harmônicos com uma baqueta. Em outro momento foi a vez de Lee Ranaldo tocar guitarra com um arco de violino. O único que precisou de cola foi Thurston Moore para a letra de alguma parte de ”Trilogy”. Isso tudo fora o desfile de todo equipamento da banda, com destaque para as Fender Mustang e Jaguar. De fundo, apenas um pano lembrando a capa do disco.

sy2.jpgDesnecessário descrever o set list, já que seguiu à risca o disco. O que dizer de um show que abre com o clássico “Teenage Riot”? Set incorrígivel até que finalmente quando Thurston Moore canta a frase “Day dreaming days in a Daydream Nation”, de “Hyperstation”, o público não se segura e começa a aplaudir e gritar.

E poderia ter sido só isso. Mas a banda volta, agora como quinteto, e Thurston avisa: “bem-vindos ao século XXI”. E mandam sete músicas, começando por “Incinerate”, “Reena” e “Do You Believe in Rapture?”, do excelente “Rather Ripped”(2006) e mais algumas do “Sonic Nurse” (2004). Famosos por shows longos (que só quebraram no Rio durante o “Claro que é Rock”), tiveram que parar por causa do horário.

Ironias do destino, o Sonic Youth acabou sendo contratado pela Geffen, a mesma do Guns,  para lançar “Dirty”, em 1991. 2 anos depois, “Daydream Nation” foi relançado pelo selo.

Sonic Youth setlist:
Teen Age Riot
Silver Rocket
The Sprawl
Cross the Breeze
Eric’s Trip
Total Trash
Providence
Candle
Rain King
Kissability
The Wonder
Hyperstation
Eliminator Jr
-
Incinerate
Reena
Do You Believe In Rapture?
What A Waste
-
Jams Run Free
Pink Steam


2 comments Julho 29, 2007

Suicide + Death Set + Richard Fearless - South Street Seaport - 27.7.7

seaport.jpgMais um da série “shows de graça em lugares agradáveis”. A boa dessa Sexta foi conferir um evento do Seaport Music Festival, num porto à beira do rio Hudson, ao lado da Brooklyn Bridge. As três atrações ironicamente eram ligadas pelos nomes, todos com referências à morte, mas nada que desse um clima soturno ao show.

O DJ que abriu os trabalhos, Richard Fearless, é mais conhecido por tocar no Death in Vegas. Seu set como DJ não é lá muito interessante nem musicalmente nem tecnicamente, mas criou um bom clima enquanto todos chegavam e se sentavam para curtir o pôr-do-sol.

O The Death Set é uma dupla local que está escalada para abrir para o Bonde do Rolê aqui no mês que vem.  Johnny Siera e Matt Papich fazem um dos shows mais animados da cena local atualmente. Os dois tocam guitarra (ambas afundadas em tanto Fuzz) e cantam, com o apoio de um DAT. Além da bateria eletrônica que serve de base em todas as músicas, a sequência do show deles conta ainda com vários trechos de músicas sampleados entre cada número do show, deixando o clima lá em cima o tempo todo. Nos intervalos foi possível identificar “New Sensation” do INXS, “I Want You Back” do Jackson 5 e alguns clássicos do Gangsta Rap. Algumas vezes um grito sampleado possivelmente dos Beastie Boys serve de contagem para a próxima música. Se no início do show as músicas soavam um pouco cruas demais, com o conceito chamando mais atenção do que a canção em si, aos poucos o melhor do repertório dava as caras, para deleite do pequeno público que já segue eles nos shows. Para fechar, uma improvável cover de “Bombshell”, do Operation Ivy, para conquistar de vez este escriba. Recomendado! Qualquer hora dessas eles aparecem num TIM Festival aqui.

Com o Suicide a história foi um pouco diferente. Com o lugar muito mais cheio e uma introdução emocionada de um dos organizadores, orgulhosíssimo da presença do duo, o show tinha tudo para decolar, mas acabou não sendo bem assim. Completando trinta anos de carreira, Alan Vega, um dos maiores ícones do no wave novaiorquino, acompanhado de Martin Rev (sintetizadores) fizeram um show meio morno, importante pelo contexto histórico mas um pouco frio demais. Os clássicos “Dream Baby Dream” e “Che” marcaram presença, mas o Suicide, o pai (ou o avô) do synth-pop e de tudo eletrônico que veio depois, nos anos 80 e 90, ficou devendo.


1 comment Julho 28, 2007

Coluna - 27.7.7 - ela, ela, ê, ê, ê

  • É verão aqui em Nova York e uma tradicional batalha dessa época parece estar decidida já. O disputado título de ”música do verão” parece que vai mesmo para ”Umbrella“, de Rihanna e Jay-Z. Do táxi que me trouxe do aeroporto, às lojas e até mesmo gente na rua cantando sem nem perceber, ainda mais em dias de chuva segurando um … um-bre-lla ê ê ê…
  • Na véspera da minha chegada até o Embaixador Emo tinha dado deu voto para ela (ela, ela, ê, ê, ê):

 

Espere até 2:15 do clipe-ê-ê-ê

  • Depois do lançamento na virada de Sexta para Sábado o que mais se viu, fosse em ônibus, fosse no Central Park, em qualquer lugar, eram os livros da saideira de Harry Potter. Muitos, por todo o lugar. Eu vi em algum lugar as cifras das vendas nos primeiros dias mas não reproduzo aqui. É imoral. Mesmo.
  • Amanhã, enquanto desse lado da costa poderemos apreciar o Sonic Youth revisitando o “Daydream Nation”, do outro lado, na California, a expectativa é por uma festa pelos 20 anos de lançamento do ”Appetite for Destruction”, do Guns N’Roses. O baterista da época, Steven Adler, viaja pelos Estados Unidos há alguns anos com uma banda tributo ao disco e garantiu a presença dos amigos Slash, Duff e Izzy no show de amanhã. Preparem as bandanas e o youtube! 
  • Idéia de encher de orgulho meus amigos da Maldita. “Beer for Bags“, um evento criado por uma loja de bolsas, que consiste resumidamente em queimar em um dia o estoque de alguma das lojas da cadeia da seguinte forma: roda-se a roleta, sai o preço da bolsa em cervejas, compra-se as cervejas para trocar pela bolsa e no fim do expediente todos estão convidados a encher a cara com o material arrecadado. Se a moda pega…
  • Na Inglaterra, “Umbrella” chegou à décima semana no topo das paradas, o recorde dos últimos dez anos. 
  • Para ganhar dinheiro aqui então é que ninguém perde o tempo. O sucesso de “Uma Noite no Museu”, com Ben Stiller, transformou a vida do já agitado Museu de História Natural. Além da procura maior pelos personagens do filme, como a estátua louca por chiclete, o must da temporada é o programa “Uma Noite no Museu”, onde os menores de idade e pais (e/ou responsáveis) levam seus sacos de dormir e passam a noite lá dentro, com direito a passeios guiados iluminados apenas por lanternas e escolha da sua ala preferida como dormitório.
  • Lembra que furamos com Ben Lee na gravação do clipe novo? Não é que alguém resolveu tirar a roupa no clipe (que era filmado em um take só, após exaustivos ensaios) e a polícia chegou e mandou parar? Sorte de quem amarelou para acordar às 5 da matina!
  • Daqui pra frente é show todo dia e conexão todo dia. Police, Ben Kweller, Guster, Muse, I’m from Barcelona… Sai de baixo! Leia o roteiro completo em http://discodeplatina.wordpress.com/invade-a-america/

2 comments Julho 27, 2007

Simpsons, the movie

Fomos conferir o filme dos “Simpsons” na sessão de estréia, 12:01 (meia-noite e um) dessa Sexta.

Não adianta usar esse espaço para estragar a surpresa do filme. Quanto menos você viu antes em trailers ou no youtube, melhor. E mesmo para quem viu, sobram surpresas.

Após 19 temporadas de sucesso, a adiada estréia da série na telona não poupa munição. É impressionante notar como a equipe reservou um material tão bom para o cinema sem alterar nada na qualidade da série televisiva.

simpsons_movie.jpgOs primeiros 15 ou 20 minutos são de sacadas geniais contínuas, como se fosse o melhor episódio da história. A trama simples do filme vai se revelando sem alterar esse ritmo, e mesmo muito depois do fim do filme você não consegue enumerar tudo de genial que viu. Filme para ver e rever, com participações de todos os personagens clássicos da série (à exceção dos alienígenas dos episódios de terror) e, como era de esperar, convidados especiais.

Em alguma cenas nota-se claramente um esmero maior no acabamento dos cenários, mas no geral tudo se mantém fiel à série. Se possível, assista numa sessão de estréia, lotada de fãs. Na minha sobraram vaias para os trailers (focados em filmes infantis, como se esse fosse o público para o filme) e aplausos rápidos para os momentos inesquecíveis, cortadas pela próxima piada, no ritmo frenético que toma conta de quase todo o filme. Depois que os créditos começaram a subir, muita gente não arredou pé, esperando algo mais. Veio a promessa de uma seqüência e, de brinde, a estréia do hino de Springfield.

Mais que isso não digo. Corra para o cinema em Agosto, quando estréia no Brasil. Estarei lá de novo.


Add comment Julho 27, 2007

Siren Music Festival - Coney Island - 21-7-7

siren_wheel.jpgO sétimo ano do festival organizado pelo jornal Village Voice pode ter sido o último. A razão é a demolição do incrível cenário que o festival adotou desde sua primeira edição, o parque Astroland, em Coney Island (Brooklyn), que vai dar lugar a um condomínio. Imortalizado em filmes como “Selvagens da Noite” e alguns outros, o parque não deixava de funcionar no dia do festival, misturando saudavelmente o público roqueiro a todo o povão que visita Coney Island com seus filhos à procura da Roda Gigante e da Montanha-Russa.

Estive presente na primeira edição do festival (Jon Spencer, Superchunk, Man or Astroman e Guided by Voices) e no ano passado (Art Brut, She Wants Revenge e Scissor Sisters), e o choque ao chegar nessa derradeira foi inevitável: pelo menos o dobro de pessoas apareceu por lá, para se despedir do parque e prestigiar uma escalação e que não deixava nada a dever às anteriores.

Com muito, mas muito custo mesmo, me postei em frente ao palco secundário para assistir minha atração mais aguardada do dia: We Are Scientists. Ainda com o show do Nokia Trends na cabeça, mesmo sabendo que o público daqui não é costumeiramente tão caloroso, rever o WAS foi tão prazeiroso quanto em Novembro. Eles estão em meio às gravações do segundo disco e o Siren era o único show da sua agenda. Com o som meio prejudicado, apresentaram a energia esperada, abrindo com “This Scene is Dead”, talvez o melhor jeito de dar adeus ao parque e ao festival que os próprios admitiram freqüentar nos outros anos. Logo depois “Inaction”, com boa inteiração dos locais e então o esperado set com as músicas novas: a melhor delas tem o título provisório de “Impatient” e todas as apresentadas seguem a linha do primeiro disco, com mais toques de rock 70 tipo Bowie e Gary Glitter, especialmente por conta das muitas levadas de surdo-e-caixa (no melhor estilo hino-glam), mas sem afetações. Promissor! De volta às conhecidas, vêm emendadas as duas melhores da banda: “Nobody Move, Nobody Get Hurt” e “Can’t Lose”. Encerrando com chave de ouro o curto set, “The Great Escape”.

was1.jpg

Quem veio a seguir foi M.I.A., trazendo consigo a nobre tarefa de botar todos para dançar. Tarefa cumprida dentro das possibilidades visto o público roqueiro presente, mas realmente fora demais da minha praia.

Finalmente chegou a hora das duas atrações principais, New York Dolls encerrando o palco secundário e o Cursive no palco principal, começando meia hora depois. Por nunca ter visto a banda ao vivo, optei pelo Cursive, com apenas um confere no palco secundário enquanto não chegava o horário previsto.

Mas quem é que disse que é simples começar a ver um show do New York Dolls e a abandoná-lo no meio? Não foi a difícil locomoção entre palcos, não foi preguiça e muito menos falta de vontade de ver o Cursive. O problema é que ali expremido na rua ao lado da montanha-russa Cyclone, o quinteto glam tocou com mais vontade (e muito mais volume, diga-se de passagem) do que todos que passaram pelo festival até então. O pique da banda só aumenta com o tempo, e os originais David Johansen e Syl Sylvain conseguem ser os mais agitados e à vontade, mesmo mais de 30 anos depois. David é o irmão-gêmeo de Steven Tyler e sabe como ninguém comandar um público, que dirá jogando em casa. E o carisma de Sylvain pode ser medido pela quantidade de camisas “I Love Sylvain” na audiência. Inevitavelmente o melhor do show é “Trash”, clássico-mor dos Dolls. E não dá pra deixar de mencionar uma improvável cover de Janis Joplin, “Piece of My Heart”. Sylvain assume os vocais para homenagear Johnny Thunders e emocionar com “You Can’t Put Your Arms Around a Memory”, em medley com “Lonely Planet Boy”. Do terceiro disco (lançado ano passado, com o sensacional título One Day It Will Please Us to Remember Even This) aparecem “I Ain’t Got Nothing” e ”Dancin Like a Monkey”. Para o bis, “Personality Crisis”. A banda certo no lugar certo. Ainda corri para ver Cursive, mas não tinha sobrado mais nada.

nyd2.jpg

fotos por Amauri Aguiar


1 comment Julho 25, 2007

Neko Case + Eric Bachmann - Central Park Summerstage - 20-7-7

A programação de verão do Central Park inclui uma maratona de shows que pode ir de Television a DJ Marlboro. O visual maravilhoso e o pôr-do-sol no parque valeriam qualquer ingresso, e se for levado em conta que a maioria dos eventos é gratuita, não tem porque não se aventurar dentre as atrações desconhecidas. Dessa vez a curiosidade era pelo projeto de solo de Neko Case, constante colaboradora de um dos nossos protegidos, os New Pornographers.

Na abertura do show, Eric Bachmann (ex-Crooked Fingers) se saiu bem demais dentro da atmosfera proposta no primeiro parágrafo, e ficou a impressão (e a esperança) de uma noite inesquecível.

Mas eis que Neko Case adentrou o palco e não foi tão encantadora quanto imaginado. A mistura de country com experimentalismo não funcionou a contento ao vivo, e o show foi se tornando cada vez mais sonolento. No fim das contas, o alardeado “experimentalismo” não deu as caras, a não ser por alguma guitarra mais barulhenta lá pelo final do concerto, quando metade do público já tinha ido passear. E sem isso, não sobra muito pro country de Neko. Para ficar no primeiro exemplo que veio à cabeça, Laura Cantrell, outra frequentadora do circuito local, se sai bem melhor. Tomara que Neko deixe de faltar shows do New Pornographers de agora em diante!


Add comment Julho 25, 2007

Cara de um, focinho do outro

Capa da National Geographic brasileira desse mês

 capa-julho.jpg

Disco novo do Wilco - Sky Blue Sky

wilco.jpg


1 comment Julho 22, 2007

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