Saiu a segunda dobradinha single/clip do novo disco do Smashing Pumpkins. “That’s the Way (My Love is)” me agradou bem mais que “Tarantula” mas o mesmo não vale para o clipe. O Smashing Pumpkins foi da tosquice Billy-Corgan-with-lasers para um clipe futurista, mas que tenta se apoiar unicamente na sua demonstração de técnica. Nem ecos do clássico “Tonight, Tonight” salvam o vídeo, algo próximo de um comercial do Itáu em 2020. A banda parece exausta, não passa nada em momento algum. Mas a música é boa, e no fim é isso que deve interessar mais, não? Os ouvidos seguem saindo no lucro.
Depois de um tempo sem avisar dos eventos locais, juntou tanta coisa boa que mereceu um post!
30/08 - Érika Martins e Telecats lançando clipe no Teatro Odisséia
30/08 - Kassin +2 - Estrela da Lapa
30/08 - Brasov - Cinemateque
31/08 - Living Colour com Vulgue Tostói abrindo no Circo Voador
04/09 - Tom Bloch - Sala Baden Powell
04/09 - Rockz e Reação em Cadeia - Canecão
06/09 - Kassin +2 - Estrela da Lapa
06/09 - Lasciva Lula, Autoramas, Nervoso e Arnaldo Brandão - Circo Voador
06/09 - Canastra - Teatro Odisséia
07/09 - Pato Fu - Teatro Odisséia
07/09 - The Feitos - Bar Convés (Niterói)
09/09 - Pato Fu - Teatro Odisséia
11/09 - Moptop - Sala Baden Powell
11/09 - Jonas Sá - Cinemateque
14/09 - Nouvelle Vague - Circo Voador
14/09 - 3BRIO - BNegão, Bi Ribeiro e Bidu Cordeiro - Cinemateque
14/09 - Marcelinho da Lua - Estrela da Lapa
15/09 - Lafayette e os Tremendões - Estrela da Lapa
15/09 - Brasov - Cinemateque
19/09 - Lasciva Lula e Dinamáquina - Cinemateque
20/09 a 04/10 - Festival do Rio de Cinema
27/09 - Reverse - Estrela da Lapa
13/10 - Incubus - Citibank Hall
26/10 - Arctic Monkeys, Hot Chip, Björk, Cat Power, Feist, Antony and the Johnsons - TIM Festival
27/10 - The Killers, Girl Talk, Juliette and the Licks - TIM Festival
E depois é hora de visitar São Paulo:
10/11 - Planeta Terra com Rapture, Lily Allen, CSS e mais
O myspace trouxe algumas novidades inerentes ao mundo de discodeplatina essa semana. O Jimmy Eat World finalmente anunciou disco e singles novos. O disco, produzido pelo Butch Vig (que depois de se consagrar na produção montou o Garbage), vai se chamar “Chase This Light” e sai em CD dia 16 de Outubro. O primeiro single, “Big Casino”, já está disponível no myspace da banda, mas a boa é ouvir o streaming inteiro na página oficial. Opiniões a respeito? “Futures”, a música, empolgava mais. O mesmo caso de “Bleed American”. Mas não dá nada não, notícias do mundo de Jimmy são sempre muito bem-vindas.
O New Amsterdams colocou duas do próximo disco,”At the Foot of My Rival”. Vítimas da síndrome do Dashboard, estão cada vez mais elétricos. Mas se saem muito melhor. Essas são pra conferir direto no myspace deles. Falando da galera da síndrome, sigo repetindo meu mantra “O Dashboard Confessional não vai mais me enganar“. Liberaram “Little Bombs“, outra do próximo disco, o tal que volta às origens. Ironicamente, a letra fala sobre como tentar perdoar depois de muitos vacilos. Também não sei.
Por último tem o Death Set, prestes a sair em turnê com o Bonde do Rolê e que fez bonito na abertura do show do Suicide que conferimos.”Impossible” vai fazer parte do primeiro play da banda, “Day in the Wife”, e ganhou um remix feito pelo Bonde.
Pois é, eu nem tento resistir mais. A dica é boa, e nossa relação aqui se baseia na confiança a partir de algumas dessas dicas, né? O Telecine anda exibindo “The Rage in Placid Lake”, um filme interpretado pelo nosso Ben Lee, que vive a história do próprio Placid Lake, um adolescente que, depois de um trauma, resolve entrar para o mundo corporativo e ter uma vida “normal”, tudo o que sempre desaprovou. Uma boa comédia, daquelas que não foi feita para gargalhar, calcada no carisma do nosso autraliano favorito. Chegou ao Brasil, apenas em DVD e na TV a cabo, com o título “A Grande Virada”(a HBO chegou a exibir com o título original). Não confunda com Jerry McGuire, aquele da cientologia.
horários do Ben Lee no Telecine Light (63):
Qua, 29/08 às 00h45
Sex, 31/08 às 09h35
Sex, 14/09 às 20h20
Dom, 16/09 às 11h50
Discodeplatina já encheu tanto a bola de Ben Lee e Ben Kweller nesse espaço que já estava mais do que na hora de falar sobre Ben Folds, a outra parte do The Bens. Um pouco abaixo dos xarás aqui no nosso ranking, Folds tem inegavelmente seus momentos também. “Sessions at 54th st”, seu primeiro DVD, ainda na época do trioBen Folds Five, era um verdadeiro achado.
Recentemente ele lançou “Live at My Space”, um show que ele transmitiu pelo site mais aclamado desses nossos tempos. O trocadilho vai além porque Ben está no seu espaço de ensaios. Algumas “surpresas” são ensaiadas, como a queda do segundo andar de um bêbado que assistia o show, bem ao estilo Andy Kaufman (mas que o Metallica já tinha usado num DVD propriamente chamado de “Cunning Stunts”.
No final, ele que já nos presenteou com excelentes versões de “She Don’t Use Jelly” do Flaming Lips e “In Between Days” do The Cure, aparece com uma cover de “Walk the Line” de Johnny Cash (cantada por Titler, um Hitler vestido de mulher) e a cover de “Such Great Heights”, do Postal Service, acompanhada pela Nashville Guitarchestra (ou seja, 40 malucos tocando os acordes da música no violão), que você confere abaixo.
Agradecimentos ao blog dA Maldita pela inspiração!
Pouco divulgada até agora, a boa dessa semana chegou a mim ao acaso. De Quarta a Domingo, rola no inexplorado Auditório do SENAC Rio (Pompeu Loureiro 45, Copacabana), uma mostra com filmes de Rock.
O destaque absoluto é uma rara exibição de “DIG!”, um documentário que aguardava há um tempo um post por aqui.
Se você alguma vez já gostou de alguma dica aqui do discodeplatina, não perca a chance de assistir o filme nessa Sexta, às 21h (ainda por cima é de graça!). Documentários chamam nossa atenção conforme o interesse pelo assunto abordado. Bons ou ruins, sempre vale imergir por mais de uma hora em um assunto que sempre te atraiu. O caso de “DIG” é outro. O filme consegue ser muito melhor do que o caso abordado, que por si só já é bacana. Temos aqui, pelas mãos (e olhos) de uma amiga que acompanhou desde o início, uma análise da história de duas bandas que nasceram e cresceram juntas: Dandy Warhols e Brian Jonestown Massacre. A primeira teve bastante êxito na cena indie, como você provavelmente sabe. A segunda não, apesar do documentário em questão ter mudado os rumos da banda. Anton Newcombe, o cara por trás das sandices do Brian Jonestown Massacre (e personagem de “You Were the Last High” do Dandy), é um gênio criativo e bate várias vezes na trave no caminho pro sucesso, muito por conta do seu comportamento auto-destrutivo. Falar mais que isso, estraga. Se você assiste “Gillmore Girls” talvez reconheça uma cena do documentário, que inspirou um episódio da série.
Se isso não fosse suficiente, a mostra tem alguns outros destaques de peso. “This is Spinal Tap“, o destaque de Sábado, é merecedora de outro post aqui. Não percam!
Não dá pra deixar de mencionar a idéia muito boa do TIM desse ano, de realocar os shows conforme a procura de ingressos. Ouvi falar que um Arctic Monkeys vai valer 180 dinheiros. Não é inesperado.
E o Killers, que para a minha surpresa vai fechar para o Arctic Monkeys nos outros estados (aqui tocam em noites diferentes), lança o terceiro disco ainda esse ano, só de b-sides. Meio cedo para isso mas tudo bem…
O título da coluna de hoje é culpa de um texto excelente do sempre excelente Alexandre Matias, o Sr. Trabalho Sujo (link aí ao lado), sobre o “Zen Arcade” do Hüsker Dü, fundamental. O CD saiu da estante direto pro player depois de alguns anos e não quer sair nem por decreto. O texto do Matias está aqui.
Já que, como todos sabem, não existem coincidências, a exibição de “O Império Contra-Ataca” na televisão no exato momento em que concluo essas linhas me obriga a passar um link para uma versão “surf” da Marcha Imperial, um tema composto para o filme em questão (e não para o original, como muitos acreditam).
Outra notícia vem lá do lado dos Descendents, a banda que eu mais quero ver ao vivo um dia ainda. O ídolo e baixista Karl Alvarez, que já andou pelo Brasil assinando meu baixo e tocando com o All Systems Go (e uma outra vez com o All), sofreu um ataque cardíaco, ainda que sem seqüelas. O sistema médico lá é complicadíssimo, e tributos estão sendo organizados para ajudar o mestre com suas despesas hospitalares. Em Dezembro ele fará uma tour com o Lemonheads, com quem gravou o último disco mas não caiu na estrada.
Começam os boatos do Festival do Rio: fala-se em “Grindhouse”(a sessão dupla de Tarantino e Robert Rodriguez), o filme do Joy Division e, segundo o cineclick, “No Country for Old Men”, dos irmãos Coen, como primeiro confirmado.
Esse fim-de-semana está rolando lá fora o Reading/Leeds Festival, talvez o mais abundante festival que discodeplatina já assistiu. A escalação de 2007 está apenas muito boa, e é provável que surjam gravações de todos os cantos com as inéditas de bandas que estão pré-lançando seus CDs lá. Quero muito o show do We Are Scientists e do Jimmy Eat World.
Terça-Feira quem lotou o Cinemateque foi Rodrigo Santos, o baixista do Barão e que agora está de disco solo. O disco conquistou alguns nobres apreciadores como Arthur Dapieve e até o seu humilde discodeplatina. O show é bom quando tem músicas do disco. Fora elas, covers de Police, Cure, Barão, Legião, Pink Floyd e algumas outras coisas que já esgotaram um pouco em show para a gente aqui. Mas só a gente, porque o público mesmo adorava. Procure o disco e ouça sem preconceitos.
Na mesma noite, não tão longe dali, o Cachorro Grande fez o show na festa do VMB 2007 no Teatro Odisséia, um “esquenta” para a cerimônia de Setembro. Showzaço bem curto e com direito a Neil Young (”Cinnamon Girl”) no final.
O R.E.M. vem com seu primeiro CD/DVD ao vivo em Outubro. Vai se chamar “R.E.M. Live” e pelo trailer parece promissor. Nada radicalmente diferente de todos os shows que eles já lançaram em DVD, todos excelentes, mas sempre bem-vindo. Disco novo de estúdio ano que vem.
Já andaram me cobrando então é hora de oficializar: estarei dando algumas aulas dentro do curso “Música: empreendedorismo e inovação”, um curso de extensão da PUC, em sua segunda edição. Basicamente vou abordar conceitos de Marketing aplicados à indústria fonográfica, com um foco em ações de Marketing para as bandas. Mais informações em http://www.cce.puc-rio.br/genesis/musica.htm
Que os tempos são outros todos já sabemos. E talvez isso só sirva para realçar o prazer que ainda dá, mesmo em tempos de myspace e suportes virtuais, a alegria de dar de cara com um ÁLBUM.
O Cooper Cobras é uma banda até relativamente nova no cenário, mas seus integrantes já fizeram muito mais anteriormente aos dois anos de existência do trio. Toda a experiência adquirida com certeza ajudou para atingir o ponto certo mais rapidamente. Depois de um excelente clipe e shows por tudo que é canto sujo da cidade, chegou a hora do disco de estréia.
Enquanto o CD em si não chega da fábrica, dá para curtir o disco todo no novo site da banda. Afinal das contas, onde mais você ouve música nos dias de hoje? A estréia, que leva o nome da banda, é um ÁLBUM como andou se esquecendo de fazer por aí, enxuto, com unidade e qualidade. Os melhores momentos inevitavelmente são os singles, “Até o fim do show” e “Foi-se o Tempo”. A influência de rock, ROCK MESMO, está por toda parte. AC/DC, Supersuckers, New York Dolls, Ramones… provavelmente classificado como Stoner Rock pela nova geração. Produzido por Pedro Garcia (da banda Rockz, aquela que andou inspirando o Bravery). Recomendadíssimo!
A idéia daqui é variar o máximo possível os posts, mas não deu pra deixar de falar de cinema e postar um trailer. A expectativa agora gera em torno de “Shine a Light”, documentário de Martin Scorsese sobre os Rolling Stones, focando em dois shows deles no Beacon Theater, a atmosfera mais intimista que os Stones se deixaram filmar em décadas (às vezes eles fazem shows de aquecimento em lugares ainda menores).
A má notícia é que o documentário foi adiado para o ano que vem. O trailer é um tanto lugar-comum mas em se tratando de Martin Scorsese dá para esperar algo muito bom a caminho.