O Festival segue a mil, e tirando o “Inland Empire”, de David Lynch, que gera brigas e filas dignas da crise recente do Botafogo, discodeplatina conferiu algumas coisas…
O Expresso Darjeeling – Wes Anderson novo e em plena forma. Recomendado para todos, top do festival. Estréia em breve.
People – Histórias de Nova Iorque – Bem realizado mas não diz muito a que veio nem conclui muita coisa. Simpático ainda assim.
Vontade de Chorar – quase dá quando não se ouve uma palavra entre o casal nos dez primeiros minutos do filme. Depois a trama começa e acaba sem que você fique sabendo tanto assim da história dos dois. Mas o que dizer mais de um fim?
Planeta Terror – Rodriguez foi mais a fundo que Tarantino na experiência proposta para “Grindhouse” e traz um banho de sangue um tanto quanto exagerado para as minhas preferências. Ficaria melhor na sessão dupla, mas logicamente tem bons momentos.
O Mundo Imundo de John Waters – Depois do banho de sangue de Rodriguez, perdi a certeza se estava pronto para um documentário sobre o universo de Waters, que me é tão caro. Eis uma adorável surpresa: o filme não é um documentário e sim um stand up do próprio Waters passando sua carreira a limpo por completo. Imperdível.
Paranoid Park – Gus Van Sant reaparece depois de “Elefant” pra lembrar como a adolescência (a clássica, entre 13 e 19, não a nossa) pode ser terrível. Não é uma declaração tão chocante quanto o anterior mas se saiu muito bem. Para os nerds de plantão, a pista de skate de Paranoid Park, filmada à exaustão, parece familiar, e é: faz parte do videogame TonyHawk 2.
E, para os fãs do filme de Anderson, algo da trilha:

Menos de um ano após o CBGB fechar as portas, seu dono e fundador Hilly Cristal não aguentou a barra e se foi. O mais importante palco de rock do mundo, que abrigou apresentações de bandas então iniciantes como Ramones, The Police, Guns N’Roses, Talking Heads, Living Colour, Green Day, Weezer e Television, para citar apenas alguns, teve um final arrastado. Afundado em dívidas, Hilly recorreu a todos que passaram por lá, tentando viabilizar a grana para sair do buraco através de shows-tributo. Muita gente apareceu e fez a sua parte, e ainda assim parecia não haver jeito do clube ficar por ali. O dono do imóvel reclamava de falta de pagamento e a contra-argumentação de Hilly deixava tudo mais nebuloso.
