O Festival segue a mil, e tirando o “Inland Empire”, de David Lynch, que gera brigas e filas dignas da crise recente do Botafogo, discodeplatina conferiu algumas coisas…
O Expresso Darjeeling - Wes Anderson novo e em plena forma. Recomendado para todos, top do festival. Estréia em breve.
People - Histórias de Nova Iorque - Bem realizado mas não diz muito a que veio nem conclui muita coisa. Simpático ainda assim.
Vontade de Chorar - quase dá quando não se ouve uma palavra entre o casal nos dez primeiros minutos do filme. Depois a trama começa e acaba sem que você fique sabendo tanto assim da história dos dois. Mas o que dizer mais de um fim?
Planeta Terror - Rodriguez foi mais a fundo que Tarantino na experiência proposta para “Grindhouse” e traz um banho de sangue um tanto quanto exagerado para as minhas preferências. Ficaria melhor na sessão dupla, mas logicamente tem bons momentos.
O Mundo Imundo de John Waters - Depois do banho de sangue de Rodriguez, perdi a certeza se estava pronto para um documentário sobre o universo de Waters, que me é tão caro. Eis uma adorável surpresa: o filme não é um documentário e sim um stand up do próprio Waters passando sua carreira a limpo por completo. Imperdível.
Paranoid Park - Gus Van Sant reaparece depois de “Elefant” pra lembrar como a adolescência (a clássica, entre 13 e 19, não a nossa) pode ser terrível. Não é uma declaração tão chocante quanto o anterior mas se saiu muito bem. Para os nerds de plantão, a pista de skate de Paranoid Park, filmada à exaustão, parece familiar, e é: faz parte do videogame TonyHawk 2.
E, para os fãs do filme de Anderson, algo da trilha:
A série Robot Chicken, do Cartoon Network lá de fora, fez um especial de meia hora com paródias de ‘Guerra nas Estrelas’. Impressionante a quantidade (e qualidade) de piadas tão diversas sobre os seis filmes da saga. George Lucas endossou tanto o troço que até mesmo se dublou.
Para sair correndo e baixar o torrent logo.
Ainda não conferi, mas reza a lenda que o primeiro episódio da nova temporada de The Family Guy (que também não acompanho) é outra imperdível homenagem às duas Trilogias. A conferir!
A gente tá de cabeça no Festival do Rio mas o rock come solto mundo afora. O que anda acontecendo enquanto discodeplatina morre de frio pelos cinemas da cidade:
O Bonde do Rolê cancelou uma parte da sua tour americana, por exaustão dos membros . Fazem mais cinco shows antes.
Vazou um vídeo da Meg White (White Stripes) fazendo sexo (a última coisa que eu queria ver ela fazendo, mais até que tocando bateria) mas aparentemente já foi desmentido.
The Police anunciou finalmente algum show no Brasil. Dia 8 de Dezembro, no Maracanã. É pouco mas é um começo! http://www.thepoliceinrio.com.br/
Um fã do Smashing Pumpkins morreu dando mosh num show da banda.
Dizem que tem Wilco na Argentina na época do Police aqui e provavelmente também Smashing Pumpkins. Será?
Hoje tem VMB, mas esqueceram de me mandar convite.
Saiu a caixa da terceira temporada de LOST. Se por alguma razão você não acompanha, tem até Fevereiro para fazer o dever de casa. Se desistiu da série no caminho, hora da segunda chance!
A badalada Heroes estreou sua segunda temporada lá fora essa semana mas não foi o alvoroço esperado.
Chegou pacote aqui em casa. Aguardem resenhas do Interpol novo e Digitalism essa semana ainda.
O Lemonheads sai em turnê no fim do ano pela primeira vez usando a formação do álbum (Evan Dando + meio Descendents) e logo em seguida entra em estúdio para gravar disco novo. É demais pedir um DVD com esses shows?
Ainda não se rendeu ao The Films? Mais um clipe abaixo!
A idéia anterior de ficar atualizando o post foi deixada de lado para alegria dos RSS do mundo.
Vamos à segunda parte de tudo que discodeplatina já conferiu no Festival do Rio 2007, talvez o mais agradável de todos. Afinal de contas, após todos esses anos assistindo 30, 40 filmes por Festival você pelo menos tem que aprender a achar com mais precisão o que encaixa no seu gosto!
A verídica verdade verdadeira sobre Adolf Hitler - Esse entrou por engano na lista (estava no lugar de “Meu melhor amigo”). Um filme alemão cômico com o intuito único de desmoralizar Hitler a cada segundo. Cansa rápido.
A Prova de Morte - Quando soube do projeto “Grindhouse” e da rapidez com que sucedeu “Kill Bill”, achei que o novo Tarantino não fosse nem entrar pra lista dos seus filmes oficiais. Lendo engano! Apresentando diálogos com seu selo de qualidade e o inevitável e esperado banho de sangue, Tarantino ainda se mostra um fetichista de marca maior se especializando cada vez mais nas tomadas com mulheres. Diversão garantidíssima.
Elvis Pelvis - Parente de “Mister Lonely”, que esgotou antes que eu me mobilizasse. Segundo consta, o parentesco é bem forte, dado que ambos partem de uma sinopse promissora, original e até engraçada e se perdem totalmente na realização. Papo de gente abandonando a sessão no meio (com razão).
Bunny Chow - Produção africana em parceria com a MTV. Filme redondo e divertido sobre três comediantes africanos de stand up viajando para se apresentar em um festival de rock. Sem contra indicações.
Mundo Livre - Ken Loach em excelente forma.
Preço a Pagar - Boa comédia francesa que se perde um pouco em tantas desgraças e num final sem sal. Mas legal.
Shortbus - Um dos hypes do Festival. Merecidamente.
A Entrevista - Steve Buscemi dirigindo e atuando em outro grande momento (dessa vez pouco comentado) do Festival.
Cashback - Produção inglesa com momentos bem-humorados e bem construída. Bacana.
Começou ontem e mais uma vez a periodicidade dos posts fica ameaçada. Para ficar falando só de filmes, façamos o seguinte: até segunda ordem, esse post vai sendo atualizado conforme progrido maratona adentro. Até agora o que já rolou foi…
Fabricando Discórdia - Documentário sobre o Michael Moore, que vai ganhando contornos de anti-Michael à medida que o diretor foge de ser entrevistado pela equipe. Assim como “Farenheit 9/11″ já perdia um pouco do tom, parecendo filme de ex-namorado, esse “Fabricando” é interessante (como é qualquer documentário que enfoque um tema de sua preferência) mas vai perdendo a força. Vale ver.
Sonhando Acordado - Valeu demais esperar para ver no cinema. Do aclamado diretor de clipes, Michael Gondry, “The Science of Sleep” pode ter sido o grande filme do festival. Só não vai ser mais hypeado porque muita gente conferiu antes. Bonito até dizer chega.
Fay Grim - Hal Hartley novo, seqüência de “Henry Fool” em clima de filme policial. As pessoas na minha sessão precisaram de mais de uma hora até se permitirem rir de tudo que tem para rir no filme. Bom sinal, isso sempre me faz lembrar “Dr.Strangelove”. Massssssss, no final das contas, não acho um filme a se recomendar.
For Your Consideration - Graças ao Google pude entender a razão do título. Essa frase estampa os envelopes com cada filme que são entregues aos jurados do Oscar. O filme é uma comédia sobre os bastidores de uma produção independente que se deslumbra pela possibilidade de indicação ao Oscar originada por uma resenha de um site. Good Clean Fun.
Amy Winehouse segue fazendo de tudo para nos fazer crer que será a próxima vítima do eterno lema rock n´roll “live fast, die young”. Depois de todas as histórias recentes, ela subiu o palco ontem, fato infelizmente raro nos últimos tempos. Estava tão pra lá de Bagdá, tão na mão do palhaço, tão etc etc etc que até a edição da TV fez de tudo para mostrar o menos possível da Amy transtornada. Chega a ser divertido ver o quanto a câmera evitou ela ontem, dado os nossos tempos de culto à personalidade. E quer saber? Foi bom demais, mesmo assim!
Menos de um ano após o CBGB fechar as portas, seu dono e fundador Hilly Cristal não aguentou a barra e se foi. O mais importante palco de rock do mundo, que abrigou apresentações de bandas então iniciantes como Ramones, The Police, Guns N’Roses, Talking Heads, Living Colour, Green Day, Weezer e Television, para citar apenas alguns, teve um final arrastado. Afundado em dívidas, Hilly recorreu a todos que passaram por lá, tentando viabilizar a grana para sair do buraco através de shows-tributo. Muita gente apareceu e fez a sua parte, e ainda assim parecia não haver jeito do clube ficar por ali. O dono do imóvel reclamava de falta de pagamento e a contra-argumentação de Hilly deixava tudo mais nebuloso.
Quando o fim se tornou inevitável e foi oficialmente anunciado, mais uma manada de bandas apareceu por lá para tocar pela última vez no palco sagrado. Até o falecimento do dono, cogitava-se a mudança para algum outro lugar, sendo Las Vegas (!!!) o mais cotado.
O pior veio agora: as críticas mais ferrenhas e maldosas a Hilly se mostraram verdadeiras quando veio a hora da herança: o dono do CBGB, que sempre jurou não ter lucro com a casa, juntou uma fortuna de U$ 3,7 milhões, um pouco mais do que o suficiente para cobrir tudo o que ele deixou de pagar pelo aluguel do lugar alegando falta de verba. Com tanta fartura a família do Mau Administrador está saindo no tapa, passando por baixarias tradicionais do processo, como papéis assinados por idosos fora de condições e por aí vai. Pelo jeito, nunca mais veremos o famoso toldo dando boas-vindas a algum show.
Com o Festival do Rio começando na Sexta, vai ficar difícil pensar tanto no Rock por essas duas semanas, apesar dele estar presente em vários momentos nos próprios filmes. Amanhã, antes de cair dentro de vez, eu ainda falo dos novos do Hot Hot Heat e do Foo Fighters. Estou preparando algumas dicas da Mostra. O Woody Allen anunciado parece que sumiu sem dar explicações e o Tarantino com o Rodriguez não foram programados em sessão dupla. Mesmo assim tem pra tudo e todos.
Aqui do fã-clube de Steve Buscemi estamos apostando todas as fichas em “A Entrevista”, dirigido e estrelado por ele. Se quiser convencer alguém diz que é o “Encontros e Desencontros” desse ano. Não é, mas o cara que cair nessa também não vai voltar arrependido da sessão.
“Sublime Mundo Crânio”, do Lasciva Lula, presença constante da playlist desse blog (aí do lado) desde sua criação, foi disponibilizado para download no site deles no Trama Virtual.
Para entender melhor porque tanto se fala dessa banda aqui do Rio, vale também checar os trabalhos anteriores disponíveis por lá, uma vez que clássicos do naipe de “Olívia Lik”, “Casal de Velhos” e ”A mesma mulher” não foram regravadas para o début da banda em formato longo.
Pra aumentar sua curiosidade e matar a sua fome, fique com o primeiro clipe do disco.