Archive for Outubro, 2007

Coluna - 31.10.7 - A Grande Abóbora

  • 31 de Outubro, noite de Halloween. Planejou sua travessura? Vai esperar a Grande Abóbora? 
  • Halloween é o cacete, viva a cultura nacional!
  • Cacete nada, Halloween é muito maneiro.
  • Falando em maneiro, o We Are Scientists resolveu ajudar os fãs. Depois de cada show da turnê universitária, no dia seguinte, a banda fará palestras, numas de ajudar todos a planejar seu futuro, meio na linha do “Quem Somos Nós?” e pensamento positivo.
  • Pegadinha da semana lá fora: convites para uma pré-festa do show de Ozzy Osbourne chegaram a endereços seletos. Na tal festa, todos os convidados foram devidamente algemados. A PDL productions era na verdade o xerife local, que atende pelas mesmas iniciais e aproveitou o ensejo do show para prender de uma vez só quase quarenta pessoas, que acumulavam infrações como pensões e multas não-pagas. 
  • Falando em bruxa solta, os blogs fazem questão de atacar tudo o que o TIM Festival fez de errado e a grande mídia não quis destacar tanto. Reza a lenda que o sofrimento dos cariocas foi besteira perto dos paulistas. Como será possível?


E num youtube especialmente decorado para a ocasião, Rob Zombie selecionou um clipe dos fabulosos Zombeatles tocando seu megahit “A Hard Days Night of the Living Dead”. Confira abaixo:
 

  • E em Janeiro, num cinema longe de você, o auto-explicativo “U23D”.
  • Em meio à ressaca do TIM, a semana começou deveras triste com o anúncio do fim do Lasciva Lula, total favorita aqui do blog. O disco, que ainda não saiu do playlist aí do lado, está disponível para download assim como toda a obra da banda. Os motivos foram a eterna descrença com a cena e mudanças de prioridades na vida. É uma pena, mas a obra fica. Prometem um show de despedida.
  • Tirada da semana: “Anos 80 nada. Estamos mais próximos dos 80 anos!”, João Barone, Paralamas
  • Ficam insistindo no parentesco Police e Paralamas, e ainda mais no parentesco Barone e Copeland, mas o certo é que o baterista do Police chega junto nas tiradas engraçadinhas também. No Fantástico perguntou rindo se Pelé não era argentino, e outro dia causou ainda mais controvérsia dizendo que pra “encarar” a Presidente da Argentina precisava só de uma cerveja, pra Hillary Clinton precisava de uma garrafa inteiro de uísque.
  • Nunca tão longe de um Halloween assim, o Twisted Sister anunciou dois shows de Natal, um em NY e o outro em LA.
  • Olha como fui ficar fã do Halloween…


Add comment Outubro 31, 2007

Girl Talk - TIM Festival, 27.10.07

foto: Henrique Kurtz
Photo Sharing and Video Hosting at PhotobucketJackson 5 (ABC) * Smashing Pumpkins (Today) * Avril Lavigne (Girlfriend) * Metallica (One) * Nirvana (Lithium) * Tears for Fears (Shout) * Beach Boys (God Only Knows)

Senhoras e Senhores, meninos e meninas, eu vi o futuro. Graaaaaaaaaças a Deus ele não era tão eletrônico quanto queriam fazer a gente acreditar. Na verdade no futuro ainda vamos ter bandas de rock, se vacilar até mesmo em maior proporção. A perspectiva (nefasta, para mim) de um mundo dominado por raves e beats e DJs em naves espaciais também não se concretizará. Até porque DJs em naves espaciais e pirâmides é tãããão 2006…

Em algum momento o equilíbrio disso tudo será atingido e todos conviverão pacificamente. Na Wikipedia estará estampada a foto do cara responsável pelos novos tempos: Gregg Willis, o Dj Girl Talk. Assim como o Wilco foi responsável pelo melhor momento do festival dois anos atrás, tocando depois das três da manhã para um público exausto, o Girl Talk só subiu no palco depois das quatro, com a atenção do público esperto e maneiro dividida entre atrações tão díspares quanto um baile funk asséptico, djs europeus e uma edição a céu aberto de uma das festas mais hypes da cidade. Quem ficou para conferir o tal do MashUp prometido pelo nome do palco ainda tomou uma hora inteira de timbalada gentilmente cedida pelo Spank Rock (rock? ROCK?).

Daí chega o maluco sozinho, liga o laptop, dá boa-noite e avisa: “sou só eu aqui… se vocês não me ajudarem vai ser um saco”. Dá play no computador e sai pulando que nem louco. Em poucos segundos já se jogou no público e volta de lá puxando um povo pro palco (normalmente ele toca no meio da multidão mesmo). E, no meio das batidas, notam-se samples muito bem-sacados que só poderiam vir de alguém que antes de tudo é um fã e profundo conhecedor de música, de rock e pop, gente como a gente. Só que em 2007 aparentemente os mais devotos montam DJsets e não bandas de garagem. Uma pequena fração do que foi ouvido no Sábado aparece listado no início desse texto. Ícones do rock misturados e agregando muito valor às batidas, fazendo a platéia de poucos e bons pular que nem loucos. Seria um Velvet Underground moderno? Será que os presentes vão sair de lá e montar seus projetos?

A hora passou mais rápido do que se poderia imaginar, e o sujeito então pede licença para cantar uma música do seu álbum favorito. Pois é, já passavam de cinco da manhã e Girl Talk lança sua versão reconstruída de “Scentless Apprentice” do In Utero do Nirvana, e se joga com o microfone pro meio do público para cantar da forma mais tosca possível mas também para celebrar o início do futuro. Já começou.


1 comment Outubro 31, 2007

Interpol - Our Love to Admire

Our Love to AdmireQuando estreou com o excelente “Turn on the Bright Lights”, o Interpol teve que brigar com preconceitos de todos os lados. Os críticos, ávidos por manchetes, venderam a banda como o novo Strokes, a grande sensação do ano anterior. Os velhos, preguiçosos que só, tacharam a banda com uma cópia menor do Joy Division, e ficou por isso mesmo.

Se algum dos dois lados tivesse se dado permissão de ouvir primeiro e falar depois, acompanharia com menos preconceito a carreira de uma banda que finalmente chega ao terceiro disco, com cada vez mais identidade.

“Our Love to Admire” traz o Interpol muito mais confortável. O disco começa muito mais climático e lento, sem a (até admirável) preocupação adolescente de agitar logo de início. Não que essa proposta não estivesse presente nos álbuns anteriores, mas aqui o quarteto soa muito mais à vontade com a opção.

O agito mesmo vem com “The Heinrich Manouver”, a quarta música e mais próxima do Interpol que conhecemos. Uma opção de música de trabalho mais acertada que “No I in threesome”, o primeiro clipe, até mais próxima do resto do disco.

Outra que chama atenção é “Rest My Chemistry”, com um quê de soul na introdução até voltar para o rock em si, com uma guitarra ao fundo com ecos de “Where´s My Mind?”, daquela banda que todo mundo adora citar como influência.

A edição nacional em CD é caprichada, cheia de fotos no encarte que complementam bem o espírito da bela e dúbia capa.


1 comment Outubro 30, 2007

Killers - TIM Festival, 27.10.07

O Tim Festival deu um passo para trás na recente edição, não há muito como negar. Para não entrar em trezentas questões estruturais analisadas e atacadas nesse blog amigo, fiquemos apenas na distribuição das atrações: num dia tivemos Björk, Arctic Monkeys e Cat Power, os dois últimos simultâneos. Nesse Sábado, só o Killers. E a melhor atração do festival, o Girl Talk, que tocou mais de cinco horas depois do Killers encerrar sua apresentação.
Ficou assim então: todo mundo saindo correndo de casa, trânsito insano por conta do Rebouças fechado, e Juliette and the Licks subindo ao palco quase pontualmente às oito da noite. Talvez nem no Rock in Rio uma atração internacional tocasse tão cedo. Resultado: quase ninguém viu.
Numa tenda lotada e agraciada com a estréia do ar-condicionado, era a hora do Killers, que se não goza da moral junto à imprensa de um Arctic Monkeys, vende muito mais discos e inclusive fechava no Brasil os shows que dividiam nesse TIM.
O show do Brasil trouxe todo o aparato cênico da tour “Sam´s Town”, ainda que de gosto duvidoso. Pelo menos a idéia dos teclados espalhados pelo palco dá dinâmica e movimentação a Freddie M… er, Brandon Flowers.
Após a esperada entrada apoteótica com “Sam´s Town”, a banda deu um nó tático nos críticos e, ao contrário do que é comum, disparou todos os hits em sequência. O show não tinha chegado nem na metade e cinco das seis músicas mais famosas do quarteto já tinham sido entoadas por uma multidão enlouquecida.
Segundo consta, o Killers conta um um quinto elemento no palco, um roadie que toca alguns teclados e até mesmo o baixo na música que Brandon Flowers se arrisca num. Nenhuma novidade em termos de showbiz. Assim como nenhuma novidade é o som do Killers, mas eles têm músicas boas, e no fundo isso é o que conta. O som lembra Cure, U2, Duran Duran (no meio do show pensei até em Simple Minds) e a presença é totalmente calcada no Queen. Mas e daí? Mesmo com o som um tanto caótico (lembrem-se, ingressos a 180 reais), o Killers fez a alegria do povo, cumprindo seu papel de banda no auge.
No fim, para alegria dos presentes, a figurinha fácil no top 10 dos hits dessa década: “Mr.Brightside”, naturalmente o melhor momento da noite. Depois, no gesto simpático ausente aos Monkeys da véspera, um bis com três músicas, encerrando com “All These Things”, aquela da infame frase “I´m not a soldier but I´ve got soul”. O show acabou não era nem onze da noite. Um gesto louvável se fosse com a intenção de moralizar os horários de shows no Brasil, mas lamentável quando a real intenção é deixar tudo prontinho para o DJ Marlboro duas horas depois.

set list The Killers 

Sam’s Town
Enterlude
When you were young
Bones
Somebody Told Me
Smilie like you mean it
Jenny was a friend of mine
Uncle Johnny
This River is Wild
Read my mind
on top
bling
mr brightside

shadow play
for reasons unknown
all these things


Add comment Outubro 30, 2007

Arctic Monkeys - TIM Festival, 26.10.07

 Nos idos anos 90, acontecia no Rio e em São Paulo o saudoso Hollywood Rock. O Festival anual não tinha o orçamento mega de um Rock in Rio mas sempre trazia bandas interessantes, e ao longo das edições foi afinando sua escalação com a programação da MTV, que basicamente era por onde a informação chegava melhor.

Por conta disso quem estava lá teve a chance de ver, no auge da carreira, Nirvana, Smashing Pumpkins e Chilli Peppers (turnê do “Blood Sugar”), entre muitos outros. Nos tempos modernos, com a informação vindo do Mp3, boca-a-boca e googladas por aí, o TIM Festival tem desempenhado com louvor a função que outrora foi do Hollywood Rock.

Na edição de ano a grande causa de alvoroço foi a vinda dos Arctic Monkeys, que há um tempão (”quase dois anos!”) tiveram o álbum de estréia mais vendido da história, e que em pouco tempo depois figurou numa lista de melhores álbuns de todos os tempos. Como não há tempo a perder, já chegamos ao segundo álbum da banda, aquele com “Fluorescent Adolescent”, o mega hit que quase faltava no primeiro.

A expectativa pelo show do quarteto aumentou com a exibição de shows deles na TV a cabo ao longo do último mês, onde em algumas ocasiões tínhamos uma banda comunicativa e energética e em outras vezes qualquer coisa menos empolgante.

O Arctic Monkeys do show do Rio foi tão energético quanto calado. Da única vez que Alex Turner se dirigiu ao público, anunciou a última música e tocou mais algumas. A impressão foi que resolveram pular as formalidades e seguir direto para o bis. Um set coeso e sem interrupções. Num palco sem muitos recursos cenográficos, abriram com uma inédita, “Sandtrap”, e emendaram em duas do “Favourite Worst Nightmare”, o segundo e aparentemente não tão inspirado álbum. Com “Still Take You Home” iniciaram uma trinca de músicas do álbum de estréia onde finalmente o show decolou. Mais adiante, com a dobradinha “I bet you look good…”/”Fluorescent Adolescent”, justificaram o porquê de tanto barulho em torno deles. “The View from the Afternoon” e “When the Sun Goes Down” foram os outros destaques da noite, coincidentemente também do primeiro disco.

Dá vontade de torcer pela longevidade da banda. O que será um show dos AM com quatro ou cinco discos lançados emais uns 6 hits pra equilibrar mais o set? A conferir…

set list Arctic Monkeys

Sandtrap
This house is a circus
Brainstorm
Still take you home
Ritz to the Rubble
Fake tales of San francisco
Balaclava
Old yellow bricks
I bet that you look good on the dancefloor
Fluorescent Adolescent
Teddy Picker
D is for danger
Do me a favour
If you were there
Nettles
View from the afternoon
Leave before the lights
When the sun goes down
A Certain Romance


Add comment Outubro 28, 2007

Police no Rio: tudo certo para dar errado

Saiu hoje o esquema de vendas dos ingressos para a até agora única apresentação do Police no Brasil nessa tour (se você tem idade para ter ido ao show de 1982 no Maracanãzinho você nem deve ser muito de visitar blogs, diz aí…).

O desespero é total. Beck não foi escalado e a abertura fica por conta dos Paralamas do Sucesso, que prometem “um show cheio de hits“. Até lá eu sei que eles vão mudar de idéia e basear o repertório no “Cinema Mudo” e “Passo de Lui”, da época que mereceram a alcunha de Police brasileiro.

Mas a troca de um ícone indie por outra banda de abertura não pode desesperar o fã, que no fundo quer mais é assistir o trio. E é aí que os fantasmas do passado vêm bater à porta. Dos poucos lugares (ou único) do mundo a não ter uma pré-venda para o fã clube, o Brasil privilegiará por 24 horas os usuários do HSBC Mastercard. A partir da meia-noite de Sexta poderemos nos estapear pelo restante dos ingressos, divididos pela bilheteria do Maracanã (já viu fila de jogo?), Internet e uma central de telefones, que só fazem lembrar da experiência traumática do U2. Ingresso na mão e 200 reais a menos no bolso, você pode brigar para ficar numa grade a metros e metros do palco, atrás de vips e gente que tinha 500 reais para gastar no show. Os Vips estarão vendo e sendo vistos, e a única garantia de permanência até o fim deve ser a bebida e “Every Breath You Take” no bis. Nem todos eles vão ligar muito pro show, e algum ainda vai mandar beijinhos para você, espremido na grade atrás dele. Periga até ganhar um amendoinzinho.

Mesmo assim: Vai perder?


a banda e os fãs


1 comment Outubro 23, 2007

Neil Young - Chrome Dreams II

Neil Young sempre será um caso à parte. E aqui em discodeplatina tudo que vem do Mestre sempre é ouvido com muito carinho. Depois do country “Prairie Wind”(que você pode conhecer de uma tacada só no DVD “Heart of Gold”e fica instantaneamente fã do disco) e do irregular “Living With War”, está chegando às lojas “Chrome Dreams II”. A parte I é dos grandes discos não-lançados da história (o maior talvez, porque depois de muito tempo o Prince acabou por liberar o “Black Album” e o Brian Wilson finalizou o “Smile”). Músicas novas foram adicionadas a algumas do repertório anterior e o resultado chega em breve.

Como não basta ser Mestre, tem que estar antenado, Neil lançou um canal no youtube com fotomontagens que na verdade são só um pretexto para se ouvir comodamente em streaming algumas faixas antes do lançamento do disco. O primeiro single, “Ordinary People”, tem 18 minutos e já dá a dica: é um disco para ser ouvido com calma. Nós, fãs de “Cortez the Killer” e “Change Your Mind”, agradecemos. 


1 comment Outubro 23, 2007

Agenda

18/10 - Matanza - Teatro Odisséia 
20/10 - Os Outros - Cinemateque
23/10 - Rockz - Cinemateque
24/10 - Orquestra Imperial tocando Tim Maia - Vivo Rio
26 e 27/10 - João Penca e Seus Miquinhos Amestrados  - Cinemateque
26/10 - Arctic Monkeys, Hot Chip, Feist, Cat Power - Tim Festival RJ Marina da Glória
27/10 - Killers, Girl Talk - Tim Festival RJ Marina da Glória 
27/10 - Napalm Death - Circo Voador
06/11 - Leela - Sala Baden Powell 
10/11 - Rapture, Devo, DataRock, Kasabian, CSS - Festival Planeta Terra, São Paulo 
11/11 - Cabaret - Teatro Odisséia
16/11 - LCD Soundsystem - Circo Voador
24/11 - Cabaret - Convés (Niterói)
24, 25 e 26/11 - Battles, Pato Fu, Cooper Cobras, Kassin +2 - Goiânia Noise Festival 
08/12 - Police + Beck - Maracanã


Add comment Outubro 18, 2007

Coluna - 18.10.07 - Isso tudo e rock também

Discodeplatina deseja que a aperidiocidade da nossa coluna não esteja fazendo mal a ninguém. A verdade é que vez por outra a gente tira um tempo pra respirar, né? Tem um tempo desde o Incubus já, né?

  • Hoje foi o dia de ver o Brasil no Maracanã, e em 10 minutos, quase no fim do jogo, o time fez valer o ingresso. Bonito de ver mesmo. A torcida é aquilo, né? Meio esquisitona, meio sem saber como se comportar, mas teve seus momentos de humor… programaço.
  • Nessas mini-férias também rolou de ver um pouco de Heroes, segundo ano. A gente aqui não é doido por séries mas de vez em quando dá umas conferidas. De coração mesmo só Lost. Pule para o próximo tópico se não quiser ficar sabendo de nada do que acontece, mas o tal do Heroes não vai lá muito bem. Resolveram invalidar todo o final do primeiro (bom) ano, ressucitando todo mundo que morria e chegando ao ponto de revisitar os mesmos pontos de trama, tipo achar uma série dos desenhos que conta o futuro, dessa vez da segunda temporada. O lance é que o acesso é tão fácil que eu acabo acompanhando. Mas não empolga.
  • Muito melhor, sempre, está o Saturday Night Live. A nova temporada já chegou ao terceiro episódio, que contou com Jon Bon Jovi como anfitrião (me traduz host aí) e os Foo Fighters de banda convidada. Excelentes momentos, apesar de, ao menos na versão que conferi, o FF tocar apenas “The Pretender” e o Bon Jovi tocar duas. Teve um Jack Nicholson inexplicável só nos créditos também. Mas show de bola. No próximo programa tem Feist, direto do Rio para lá.
  • Enquanto isso em São Paulo começa a Mostra de Cinema. Não chega a valer a passagem para quem acompanhou o Festival do Rio decentemente, mas tem suas exclusividades, dentre elas a exibição do documentário “Good Copy, Bad Copy“, um debate sobre a nova era da música muito mais válido que qualquer matéria superficial a ser lida por aí. Se estiver com preguiça de ir o próprio site do filme fornece o link pro torrent. Coisa moderna!
  • O Globo de hoje, no seu suplemento do Megazine, falava da morte da indústria fonográfica decretada de vez pelo lançamento do novo do Radiohead. Não é beeeeem assim, né? Número um: o CD, mesmo em decadência exponencial, ainda vai vender por mais um tempo, gerando mais grana do que algumas outras indústrias. Número dois: a Indústria Fonográfica não passa só por vender CDs, né? Tá ruim sim, mas acabar é outra coisa. It’s evolution, baby.
  • Quer dizer então que finalmente abordei música na coluna de hoje, né? Então vai mais…
  • Beck abrindo pro The Police na turnê sulamericana. Tá ficando bom demais o negócio. Terça que vem saberemos de TUDO acerca. É rezar para não ser nem só por internet, muito menos por central telefônica nem só no supermercado, né? Deus do céu… Alguém mais traumatizado por aí?
  • Rivers Cuomo, enquanto preparar o sexto disco do Weezer, lança dia 11 de Dezembro pela Geffen uma coletânea de suas demos favoritas no período 92-2007. Já gosto.
  • Sobrou ingresso pro Arctic Monkeys? Querendo ajudar seu blog favorito, que andou comendo mosca? O e-mail está aí ao lado.
  • Confere o papo de quem tem ingresso pro Killers não precisa comprar pro Girl Talk?
  • Last but not least, história curiosa. Discodeplatina foi convidado, dada a relevância do blog, para cobrir um evento da Coca-Cola. Lisonjeado (de verdade) por um reconhecimento tão rápido, acabou não podendo comparecer. Alguns outros blogs locais (cinco, acho) foram convidados e foram lá cobrir. Tratava-se de um show do Armandinho com o Dibob, duas atrações que até então não seriam pauta de nenhum dos blogs convidados. Foi interessante ver a reação dos blogs amigos, dos que compraram a idéia de apoiar o evento (ao ponto de republicar a mailing da assessoria informando onde poderiam ser obtidas as “pulseirinhas-ingresso”) aos que foram para chutar o balde mesmo. O Discoteca Básica, do sensacional Ricardo Schott, passa por um ponto essencial em sua resenha quando o próprio autor admite que sua percepção do show iria ser alterada ao conhecer as bandas e descobrir que são “gente boa”. Música passa por isso mesmo, é inevitável… tem mil fatores que influenciam e qualquer ligação pessoal com o artista faz a gente ter mais carinho na análise. Inevitável. Ponto para sinceridade extrema do Ricardo (cujo trabalho conheci fazendo uma resenha do Carbona, tão sincera quanto essa - do tipo “não gostei, mas as pessoas lá gostavam. Bom pra eles então”. Fiquei fã). Do outro lado do ringue, o Hang the DJ chutou o balde genialmente, chegando a fazer perguntas na coletiva do dibob  confundindo eles com o nx zero. Engraçado. A resenha daqui de discodeplatina provavelmente ia ser bacana mesmo, ainda que talvez não desse pra aliviar pro Armandinho. Ou não, vai saber. Ponto pra organização do evento, com a sensibilidade de dar relevância aos blogs, fato meio que inédito, ainda mais no Rio de Janeiro. Tomara que eles não levem as críticas a mal também. No fim das contas, vale mais um texto bacana e original sobre o evento do que aquele papo de comadres lugar-comum.
  • Encerrando, Foo Fighters no SNL. Pat Smear foi quase a passeio, né? Mas ele pode…


Add comment Outubro 18, 2007

Incubus - Citibank Hall - 13.10

Meses depois da primeira data anunciada para o show, o Incubus finalmente aterrissou em terras brasileiras. O Citibank Hall não chegou a lotar mas ficou bem cheio, com um público muito mais jovem do que as apresentações do quinteto lá fora. De alguma forma, o Incubus por aqui não chegou às mesmas pessoas. Mas enfim, quem não foi perdeu.

Fui apresentado ao som da banda ao conferir o show deles no Rock in Rio Lisboa (2004) e tive uma ótima primeira impressão. O show por aqui não teve tanto impacto quanto aquela vez mas ainda assim foi extremamente competente. O público local é fiel, cantou todas músicas e essa poderia ser uma excelente oportunidade de questionar como alguma banda que mal toca em rádios aqui enche um lugar com todos cantando todas as músicas, mas provavelmente você já leu algo parecido em algum lugar antes, senão mesmo aqui.

O show abriu a mil por hora com três músicas do clássico e longínquo Morning View, de 2001: “Nice to Know You”, “Wish You Were Here” e “Circles”. Depois, para alívio dos fãs mais recentes, “Anna Molly” do disco novo e a partir de então uma mistura equilibrada dos discos no repertório. As 17 músicas do show pareceram insuficientes para o apetite dos fãs, e aqui no discodeplatina, fãs do penúltimo álbum que somos, não deu pra não lamentar a ausência da faixa-título e até da radiofônica “Talk Shows on Mute”. Com hora e meia de show, “A Kiss to Send Us Off” encerrou o bis deixando muita gente na expectativa de mais até que se acenderam as luzes. Até a próxima então…

setlist

Nice to Know You
I Wish You Were Here
Circles
Anna Molly
Pistola
Vitamin
Are You In?
The Warmth
Redefine (acústica)
Drive
Megalomaniac
Sick Sad Little World
Blood On The Ground
Dig
-
Stellar
My Favourite Things
A Kiss To Send Us Off


3 comments Outubro 14, 2007

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