Disco de Platina 2.0

Coluna – 18.10.07 – Isso tudo e rock também

18/10/2007 · Deixe um comentário

Discodeplatina deseja que a aperidiocidade da nossa coluna não esteja fazendo mal a ninguém. A verdade é que vez por outra a gente tira um tempo pra respirar, né? Tem um tempo desde o Incubus já, né?

  • Hoje foi o dia de ver o Brasil no Maracanã, e em 10 minutos, quase no fim do jogo, o time fez valer o ingresso. Bonito de ver mesmo. A torcida é aquilo, né? Meio esquisitona, meio sem saber como se comportar, mas teve seus momentos de humor… programaço.
  • Nessas mini-férias também rolou de ver um pouco de Heroes, segundo ano. A gente aqui não é doido por séries mas de vez em quando dá umas conferidas. De coração mesmo só Lost. Pule para o próximo tópico se não quiser ficar sabendo de nada do que acontece, mas o tal do Heroes não vai lá muito bem. Resolveram invalidar todo o final do primeiro (bom) ano, ressucitando todo mundo que morria e chegando ao ponto de revisitar os mesmos pontos de trama, tipo achar uma série dos desenhos que conta o futuro, dessa vez da segunda temporada. O lance é que o acesso é tão fácil que eu acabo acompanhando. Mas não empolga.
  • Muito melhor, sempre, está o Saturday Night Live. A nova temporada já chegou ao terceiro episódio, que contou com Jon Bon Jovi como anfitrião (me traduz host aí) e os Foo Fighters de banda convidada. Excelentes momentos, apesar de, ao menos na versão que conferi, o FF tocar apenas “The Pretender” e o Bon Jovi tocar duas. Teve um Jack Nicholson inexplicável só nos créditos também. Mas show de bola. No próximo programa tem Feist, direto do Rio para lá.
  • Enquanto isso em São Paulo começa a Mostra de Cinema. Não chega a valer a passagem para quem acompanhou o Festival do Rio decentemente, mas tem suas exclusividades, dentre elas a exibição do documentário “Good Copy, Bad Copy“, um debate sobre a nova era da música muito mais válido que qualquer matéria superficial a ser lida por aí. Se estiver com preguiça de ir o próprio site do filme fornece o link pro torrent. Coisa moderna!
  • O Globo de hoje, no seu suplemento do Megazine, falava da morte da indústria fonográfica decretada de vez pelo lançamento do novo do Radiohead. Não é beeeeem assim, né? Número um: o CD, mesmo em decadência exponencial, ainda vai vender por mais um tempo, gerando mais grana do que algumas outras indústrias. Número dois: a Indústria Fonográfica não passa só por vender CDs, né? Tá ruim sim, mas acabar é outra coisa. It’s evolution, baby.
  • Quer dizer então que finalmente abordei música na coluna de hoje, né? Então vai mais…
  • Beck abrindo pro The Police na turnê sulamericana. Tá ficando bom demais o negócio. Terça que vem saberemos de TUDO acerca. É rezar para não ser nem só por internet, muito menos por central telefônica nem só no supermercado, né? Deus do céu… Alguém mais traumatizado por aí?
  • Rivers Cuomo, enquanto preparar o sexto disco do Weezer, lança dia 11 de Dezembro pela Geffen uma coletânea de suas demos favoritas no período 92-2007. Já gosto.
  • Sobrou ingresso pro Arctic Monkeys? Querendo ajudar seu blog favorito, que andou comendo mosca? O e-mail está aí ao lado.
  • Confere o papo de quem tem ingresso pro Killers não precisa comprar pro Girl Talk?
  • Last but not least, história curiosa. Discodeplatina foi convidado, dada a relevância do blog, para cobrir um evento da Coca-Cola. Lisonjeado (de verdade) por um reconhecimento tão rápido, acabou não podendo comparecer. Alguns outros blogs locais (cinco, acho) foram convidados e foram lá cobrir. Tratava-se de um show do Armandinho com o Dibob, duas atrações que até então não seriam pauta de nenhum dos blogs convidados. Foi interessante ver a reação dos blogs amigos, dos que compraram a idéia de apoiar o evento (ao ponto de republicar a mailing da assessoria informando onde poderiam ser obtidas as “pulseirinhas-ingresso”) aos que foram para chutar o balde mesmo. O Discoteca Básica, do sensacional Ricardo Schott, passa por um ponto essencial em sua resenha quando o próprio autor admite que sua percepção do show iria ser alterada ao conhecer as bandas e descobrir que são “gente boa”. Música passa por isso mesmo, é inevitável… tem mil fatores que influenciam e qualquer ligação pessoal com o artista faz a gente ter mais carinho na análise. Inevitável. Ponto para sinceridade extrema do Ricardo (cujo trabalho conheci fazendo uma resenha do Carbona, tão sincera quanto essa – do tipo “não gostei, mas as pessoas lá gostavam. Bom pra eles então”. Fiquei fã). Do outro lado do ringue, o Hang the DJ chutou o balde genialmente, chegando a fazer perguntas na coletiva do dibob  confundindo eles com o nx zero. Engraçado. A resenha daqui de discodeplatina provavelmente ia ser bacana mesmo, ainda que talvez não desse pra aliviar pro Armandinho. Ou não, vai saber. Ponto pra organização do evento, com a sensibilidade de dar relevância aos blogs, fato meio que inédito, ainda mais no Rio de Janeiro. Tomara que eles não levem as críticas a mal também. No fim das contas, vale mais um texto bacana e original sobre o evento do que aquele papo de comadres lugar-comum.
  • Encerrando, Foo Fighters no SNL. Pat Smear foi quase a passeio, né? Mas ele pode…

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