Pois é, um raro 29 de Fevereiro. Um dia bônus, feito só pra não descompassar os nossos dias com as estações do ano, inventado numa época onde o Aquecimento Global já não descompensava tudo mesmo.
Segunda estréia a quarta temporada de LOST no Brasil, na AXN. Daí já sabe, vira tudo matéria dada MESMO. Aviso aos navegantes, nada de folhear a matéria da revista da Net. Fala demais.
Ontem passou o quinto episódio lá fora (and in my house, my hooouse). Daqueles que você só leva na boa ser for um man of science e man of faith. Mas acho que gostei!
Enquanto isso, a versão Madri do Rock in Rio começou a vender ingressos sem muito da programação anunciada. De certo tem The Police, Amy Winehouse (se não quiser levar a fama de Tim Maia), Suzanne Vega, Carl Cox, Tokyo Hotel (a maior banda de todos os tempos da última semana), Lenny Kravitz, Orishas e Café Tacuba. Acho que não quero.
Tim Festival com Beirut e Gogol Bordello podem vir a valer mais fora o indiscutível custo/benefício. Bota o Wilco e o Cake de novo, traz o Ben Lee e o Guster e fica tudo em casa.
Bom podcast na área: “Qualquer Coisa” traz José Flavio Júnior, Paulo Terron e Ronaldo Evangelista num bate-papo bom com sons melhores ainda. O debate sobre Mallu Magalhães beira a dedicação de um fã de Lost à série, mas daí cada um com suas manias.
17 de Maio tem Misfits em São Paulo, apesar de eu não fazer mais idéia quem toca na banda hoje em dia. A banda esteve por aqui tem 10 anos na tour do excelente “American Psycho” mas de lá pra cá a coisa desandou muito.
Falando em desandar, e a minha previsão pro Oscar? Valeu só pela foto mesmo, não? Mas ainda acho “Sangue Negro” melhor.
E saiu DVD de “Tropa de Elite“, séculos depois, e sem nenhum bônus de peso. Muito a aprender…
Gene Simmons: não resisti e vi. Cai um ídolo. Do jeito que a banda está caça-níquel periga entrar num “Kissology 4″. O volume 3 (liberado para menores de 18, ainda) está por R$ 243 na Fnac daqui. E aproveita que é lançamento!
Em outro assunto da semana, estou por aqui ouvindo o “Warpaint”, do Black Crowes. É claro que a “educated guess” da Maxim não estava tão longe assim da realidade. É mais do mesmo, mas de qualidade!
Para encerrar, Maritime e o clipe de uma das grandes músicas do ano passado.
Binário ao vivo, na esquina da Aníbal com a Visconde de Pirajá, em Ipanema, por volta das 8 da noite. Resenha em breve. Será que todo mundo conseguiu levar o show até o fim?
ATUALIZANDO
Ontem foi o “Dia da Rua”, um festival em clima de flash mob que pretendia colocar em ação, simultaneamente, 14 bandas tocando nas esquinas da Ataulfo de Paiva (Leblon) e Visconde de Pirajá (sua continuação em Ipanema). O clima flash mob (todo mundo lembra dessa expressão ainda?), com divulgação de véspera via e-mail, junto com a ausência de patrocinadores e de um produtor que assumisse a idéia e a realização, levava a crer que tudo foi realizado entre amigos e à revelia da Prefeitura e da Polícia.
Para o Binário, favorita aqui de discodeplatina, isso não deveria ser um problema, já que há mais de dois anos os doidos tocam na Praia de Ipanema nos Domingos à tarde sem nenhuma interferência.
Mas não é que a Polícia apareceu em menos de 2 minutos? Enquanto todo mundo já pegava o celular pra perguntar qual o show mais próximo ainda estava rolando, aparentemente o bom senso baixou na negociação e a banda pode prosseguir, baixando consideravelmente o volume dos instrumentos.
E o show foi excelente! Do meio da apresentação em diante mais de 100 pessoas já estavam conferindo o som indefinível do (então) quinteto. O repertório ia sendo decidido na hora, muitas vezes com o SMD “Nereida” em mãos, e não faltaram os clássicos “Amor Líquido” e “Sereia”. No fim da apresentação boatos davam conta de que, de última hora, o número de bandas tinha subido para 19, e aparentemente todos conseguiram concluir suas apresentações, em meio ao barulho de todos os ônibus que passam por ali na hora do rush.
E não foi exatamente no post anterior que eu ressaltei a importância de EVENTOS no Rio?
Pois bem, de última hora, num clima quase flash mob, chega o aviso no e-mail que nessa Quinta várias bandas boas tomarão de assalto as calçadas da principal rua da Zona Sul do Rio. Tem Binário, Do Amor, Os Outros e muito mais. É só escolher entre os quinze, todos simultâneos, 19h30 em ponto!
O Rio vai mal de shows e cada vez melhor de Festivais!
Se parece uma contradição é porque você nunca parou para notar, mas aqui nessa cidade um EVENTO se sai muito melhor que um show. Capas de Segundo Caderno, e-mails forwardados com a programação e os destaques conforme quem enviou, isso é o que dá certo por aqui. Não é questão de achar certo ou errado, é o quão rápido você aceita isso e passa a trabalhar e finalmente funcionar dentro dessa realidade.
O Evidente é idealizado e produzido pelo Rodrigo Lariú, o guerreiro incansável, que sabe vender muito melhor o peixe do festival que eu. É só acessar http://mmrecords.com.br/200802/festival-evidente/
Daqui só vou dizer que tem João Brasil e Banda Leme (que já estavam para um post aqui) Cinematheque dia 18, Shellac (Steve Albini!!!) e Smack (diretamente dos anos 80, com Thomas Pappon e Edgard Scandurra) no Odisséia dia 25 e novamente no Cinematheque, na Sexta 28, o hype Mallu Magalhães debutando no Rio, ao lado de Luísa Mandou um Beijo.
Esse mês está saindo lá fora o primeiro disco de inéditas do Black Crowes em muitos anos, “Warpaint”. Segundo a revista Maxim desse mês, o disco (em cotação média) “soa como a banda sempre soou”. Dado o estilo e o histórico da banda, nada mais óbvio.
Mas aí veio a resposta do Black Crowes, em carta oficial: o disco não teve cópias advance para a imprensa, e talvez por isso mesmo também não tenha vazado antes na Internet. Ou seja: não tem como a Maxim ter tido acesso ao disco a tempo de resenhá-lo para a sua mais recente edição.
E a revista se viu obrigada a responder: foi isso mesmo! Numa explicação surreal os editores respondem que, com o intuito de dar espaço e divulgar a banda, resolveram advinhar como seria o disco novo. Aparentemente a história vai ficar por isso mesmo, dado que a polêmica rendeu bastante visibilidade às duas partes envolvidas. Em discodeplatina, muito mais sério, a resenha aparecerá DEPOIS de ouvir o disco, ok?
Oscar mais imprevisível dos últimos tempos (palavra de quem acertou “Crash“). É impossível não recorrer ao lugar comum numa premiação que sempre segue uma lógica toda própria. Se a tal da premiação por merecimento anterior não existisse, como justificar os prêmios máximos para “Os Infiltrados” (e não “Taxi Driver”) e “Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei”?
O selo de “Filme Vencedor do Oscar” pesa demais, e como acreditar que ele vai parar na mão dos dois favoritos (e melhores!) “Sangue Negro” e “Onde os Fracos Não Têm Vez“? O primeiro, nosso favorito pessoal, conta a história de Daniel Plainview, praticamente a reencarnação do Diabo. Num Leblon 2 semi-cheio já teve gente abandonando… Já no filme dos Irmãos Coen a ultraviolência atrapalha os planos de agraciamento, além de um final sutil demais para o público médio.
Premiar “Michael Clayton” (que eu não sabia que tinha assistido sob mais um título lugar-comum, “Conduta de Risco”) é meio sem graça dentro de todas as opções, mas é um filme que ostentaria o título sem gerar cobranças do público. Algo como quando o Carnaval Carioca premiava os ditos “desfiles técnicos”. Não descarto.
Passando direto por “Atonement” (”Desejo e Reparação”!), que não coube na agenda, chegamos a “Juno“. Seria a chance de premiar, com um ano de atraso, o formato “indie para todos os públicos”, deslanchado pelo não-premiado “Pulp Fiction” e recentemente injustiçado em “Pequena Miss Sunshine”. Será? Discodeplatina dá 60% de chances para “Juno”, 20 para “Michael Clayton” e 10 para “Sangue Negro” e “Onde os Fracos Não Têm Vez”. Se “Sangue Negro” ganhar (a trilha sonora é uma obrigação!), o mundo é um lugar bom e justo.
Chegou a vez do apocalipse de M. Night Shyamalan. Num ano que já teve Will Smith legendário passeando por uma Nova York deserta e a mesma ilha destruída e com a Estátua da Liberdade decepada em Cloverfield, eis que na Sexta-Feira 13 de Junho o diretor de “Corpo Fechado” e “A Vila” mostra como preferia acabar com o mundo. “The Happening” apresenta o irmão de New Kid on the Block e eterno “Marky Mark and the Funky Bunch” Mark Wahlberg num enredo aparentemente baseado numa catástrofe climática. É um pouco de overdose já (lembra muito a virada do milênio com todos aqueles Armaggedons), mas enfim…
trivia: O irmão de Mark, o New Kids Donnie Wahlberg, aparece no “Sexto Sentido” como o paciente que, descobrimos no final do filme, matou Bruce Willis.
A minha semana passada foi dedicada ao grande gadget do milênio (e o menos comentado também): o gravador de DVD, não o de computador, mas aquele no esquema videocassete. Foram boas horas digitalizando (e assim, espero, imortalizando) grandes momentos do rock nesse país, como os Hollywood Rocks, Rock in Rios, Stones e especiais da MTV.
Saí do meu arquivismo para conferir João Penca e Seus Miquinhos Amestrados abrindo para a Blitz no Morro da Urca.
Tentaram me convencer que estamos em 2008 mas não consigo botar fé.
E quem toca em São Paulo essa semana? Donita Sparks, do L7.
Em Abril? New York Dolls.
Pra não falar de Bob Dylan, Iron Maiden e Ozzy.
E o DVD mais aguardado do mês, diretamente de 1979, é “Specials - Too Much, Too Young”, o primeiro lançamento em DVD da banda que gravou o melhor disco de ska da história (com produção de Elvis Costello), contendo clipes e imagens de shows.
Mas a semana é do Oscar, onde poderemos conferir vários artistas sorridentes com o fim da greve dos roteiristas, que deixou todo mundo de férias por 5 meses. 5 meses que envelheceram 15 anos dos produtores e executivos, como as imagens também deixarão claro.
Com o fim da greve, LOST, que já estréia sua quarta temporada no AXN semana que vem, garantiu mais 5 episódios além dos 8 já editados, finalizando em 13 e não 16, como originalmente previsto. O que ficou devendo fica pras duas próximas temporadas. Os três primeiros episódios foram excelentes, com o segundo cumprindo a função até então relegada às estréias de temporada.
Pois é, camisinhas do Marky Ramone. I Don’t Wanna Grow Up, Beat on the Brat, Do You Remember Rock n’Roll Radio?, Blitzkrieg Bop, Today Your Love Tomorrow The World, Bonzo Goes to Bitburg (My Brain is Hanging Upside Down), Pet Semetary, I Wanna Be Your Boyfriend, 7-11, I Believe in Miracles, Strenght to Endure, All is Quiet in the Eastern Front, Outsider… Escolha uma música e faça o seu trocadilho.
Disco de estréia do Rockz inteiro para baixar aqui. Ainda não conferi mas já recomendo.
Falou neles, deu vontade… um Specials pra fechar a coluna, com o clássico-mor.
Ben Lee de video novo fazendo o que ele sabe fazer melhor: ser o cara mais maneiro do mundo. Nesse segundo single, “American Television”, Ben contracena com Tiffanni Thiessen, de “Barrados No Baile”(lembra?).
Em pleno 2008 João Penca e Seus Miquinhos Amestrados estão de volta. E não pode ser por oportunismo: o revival dos anos 80 passou tem um dois anos. Modismos à parte, é gratificante rever a banda após 14 anos de ausência e tão em forma. Com praticamente a mesma banda de apoio (capitaneada pelo excelente Dodo Ferreira), o trio Avelar Love, Bob Galo e Selvagem Big Abreu deita e rola com seus clássicos surfabilly. Não podia faltar “Velho Tubarão”, “Psicodelismo em Ipanema” e as radiofônicas “Calúnias”, “Popstar” e “Lágrimas de Crocodilo”, além da bela “Matinê no Rian”. Para o bis, Léo Jaime é convocado para cantar o “Merdley”, um medley de sucessos dos anos 60 que estourou nas FMs da época mesmo num esquema semi-independente. Ninguém garante a duração desse retorno. Ou seja: não perca a próxima! Divertidíssimo!