Disco de Platina 2.0

Entradas do Agosto 2008

Police – Madison Square Garden – 07.ago.2008

30/08/2008 · Deixe um comentário

Eis que, pouco mais de um ano e 150 shows depois, o The Police anunciou o término da turnê de reunião e portanto o fim de suas atividades. Antes que alguém sugerisse um disco de inéditas, um acústico ou mesmo um ao vivo que justificasse outras 150 apresentações, o melhor power trio que o mundo já conheceu saiu de cena novamente, dessa vez em paz consigo mesmo.

Depois da abertura dos sempre divertidos B-52’s, que vez por outra lançam disco novo e caem na estrada, todo o circo estava armado: como tinha sido pelo último ano, as luzes iam se apagar, Get Up Stand Up ia tocar no sistema de som e essa era deixa para o mestre Stewart Copeland fazer soar um gongo e banda entrar matando com “Message in a Bottle”. Mas, quando Bob se fez ouvir nas caixas, o gongo não estava lá. O trio entrou sorrindo e Sting puxou a contagem. Lembra que eu chamei eles de melhor power trio que o mundo já conheceu? Quando esse pensamento me visitou, lembrei de outro que poderia ocupar o título. E lá está o Police, em seu show de despedida, abrindo o set com uma versão impecável e integral de “Sunshine of your Love”, do Cream. Arrepiante, ainda mais pela surpresa.

E as surpresas não pararam por aí. Entra a banda marcial da Polícia de Nova York e juntos, Police e Policia tocam “Message in a Bottle”. Ótima versão, mesmo com a vontade de ouvir só os três tocando o clássico pela derradeira vez. Em mais uma mudança no roteiro, “Sinchronicity II” e seu show de luzes infelizmente não deram as caras e pulamos então direto para “Walking on the Moon”. “Demolition Man”, em seguida, é mais uma novidade em relação ao show do Brasil.

Durante “Every Little Thing She Does is Magic” três meninas/mulheres estonteantes invadem o palco e dançam sem que nenhum segurança venha retirá-las. O barbudo Sting olha de relance, dá uma risada e apresenta: “senhoras e senhores: minhas filhas!”. Aos poucos parte da prole dos outros dois também dá as caras, no momento mais família da noite. A música mais chata da turnê, “Walking in your Footsteps”, não dá as caras, e na certeza do bis a banda se despede em alta com “Roxanne”.

Nos telões do Madison Square Garden vemos o backstage onde Sting se livra da barba com um auxílio luxuoso (seria promessa?) e a presepada custa alguns minutos de atraso. Na volta, pra pôr fim ao meu debate sobre power trios, uma cover daquele que tinha ficado de fora por levar o nome de um dos integrantes: “Purple Haze”, do Jimi Hendrix (Experience, né?).

Dali pra frente não havia mais espaço para surpresas. Nem pra muito choro. Com a energia que marcou todos esses shows, o The Police executou os clássicos “King of Pain”, “So Lonely” e “Every Breath You Take”, que foram transmitidas em streaming na íntegra (ainda dá para ver em http://www.bestbuy.com/ThePolice).

O nó na garganta só veio mesmo quando o extraordinário Andy Summers voltou sozinho para puxar pela derradeira vez a introdução de “Next to You”. Com a tradicional elegância típica do seu país de origem, os três se abraçam e se despedem. Do nada, a equipe técnica aparece vestida de corte, com um roadie fazendo o papel de cantora, e a banda se ajoelha e saúda. The game ain’t over ’till the fat lady sings.

Sunshine of your Love
Message in a Bottle
Walking on the Moon
Demolition Man
Voices Inside My Head
Don’t Stand So Close to Me
Driven to Tears
Hole in my Life
Every Little Thing She Does is Magic
Wrapped Around My Finger
De Do Do Do, De Da Da Da
Invisible Sun
Can’t Stand Losing You

Roxanne

Purple Haze
King of Pain
So Lonely
Every Breath you Take

Next to You

Categorias: ao vivo

O novo do Ben Folds

14/08/2008 · Deixe um comentário

Essa valeu a menção em meio aos mil shows aqui.
Vazou no mês passado o que seria o disco novo do Ben Folds. Dada a sonoridade e voz inconfundível do (terceiro) Ben, não tinha como não aceitar como sendo verdadeiro o material. Mas eis que o próprio vem a público e avisa que esse “disco” não é o que vai sair no próximo mês, e sim uma brincadeira que ele gravou com seu trio em oito horas de estúdio no dia 11 de Julho. Mais que isso, gostou tanto do resultado de algumas coisas que “Bitch Went Nutz” foi parar no seu myspace. Confere .

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Wilco – Grand Opera House, DE – 10.ago.08

14/08/2008 · 1 Comentário

foto por Tiago Lins

Por mais que a distância e a normal impossibilidade de assistir as suas bandas favoritas façam de qualquer show o show mais importante, não dá pra deixar de dar a devida importância à oportunidade de vê-las em ação em lugares menores. O que dizer de um show do Wilco num teatro no interior de Delaware com capacidade para 1200 pessoas?

O som estava perfeito e, longe do imediatismo de um festival, a banda pode se permitir ir criando o clima do show aos poucos. Com isso a noite abriu de forma brilhante, com “Sunken Treasure”, melhor apreciada ainda por conta do som cristalino e bem equalizado do teatro. O repertório desse show lembrou muito o recente CD ao vivo “Kicking Television”, onde também constam “Wishful Thinking” e “Company on My Back”, presenças nem tão mais constantes nos shows.

A votação do site da banda escolheu a obscura “Hotel Arizona” para a alegria dos fãs locais. A empolgação traduzida em palmas um pouco fora do ritmo no início de “Radio Cure” fizeram Jeff Tweedy implorar por mais silêncio e eventualmente tropeçar na letra da música, tudo no clima leve que a noite exigia.

A partir daí, uma sequência de músicas que não poderia ser mais ao gosto deste blog: “Impossible Germany” e a tradicional explosão de Neils Cline, “Jesus Etc.”(a música mais bonita da banda até hoje), “Theologians”, “Poor Places”(que abriu o show do TIM) e o encerramento com “Spiders”, com o mesmo recurso da véspera das palmas do público.

“Hummingbird”, cantada em uníssono pelos presentes com Jeff Tweedy dançando pelo palco foi outro momento incrível da noite. E com o som incrível do teatro foi possível finalmente entender toda a diferença dos metais dos Total Pros nos arranjos de “Hate it Here” e “I’m The Man Who Loves You”.

No segundo bis, pra confirmar a hegemonia do “YHF” e do “Ghost” no set, “Heavy Metal Drummer” e “Late Greats”. Valeu toda a viagem.

setlist

Sunken Treasure
Wishful Thinking
I Am Trying To Break Your Heart
Blood Of The Lamb
You Are My Face
Company In My Back
Hotel Arizona
Handshake Drugs
Pot Kettle Black
Side With The Seeds
Radio Cure
Impossible Germany
Jesus, Etc.
Theologians
Poor Places
Spiders (Kidsmoke)

Hummingbird
Hate It Here
Walk On
I’m The Man Who Loves You

Heavy Metal Drummer
The Late Greats
Casino Queen
Outtasite (Outta Mind)

Categorias: ao vivo

Virgin Festival – Foo Fighters, Wilco, Bloc Party, Rodrigo y Gabriela – 09.ago.08

13/08/2008 · Deixe um comentário

fotos por Tiago Lins

A três horas de carro de Nova York, onde no mesmo dia rolava o outro show do Radiohead no All Points West (conferi o da véspera), o Virgin Festival desse ano pareceu uma ótima opção. De cara os contrastes com o dia anterior de All Points: muito mais público presente (sendo que nesse dia o APW lotou também), mais calor e mais atrações.

O Bloc Party pegou um horário meio ingrato e pareceu meio cansado no seu último show da turnê americana. Inexplicavelmente a banda não segurou muito a onda do palco gigante, mas obviamente fez a festa do grande público já presente com hits como “Hellicopter” e “Hunting for Witches”. Os shows no Brasil vão ser muito melhores, com certeza.

No outro palco era a vez da sensação Rodrigo y Gabriela, dois mexicanos munidos apenas de dois violões de nylon. Rodrigo é o encarregado dos solos enquanto Gabriela faz a base tanto tocando como usando o violão como instrumento de percussão. Se a descrição parece um tanto estranha, vale acrescentar que abriram seu set com uma versão integral de “Orion”, a instrumental do “Master of Puppets” do Metallica. Um show excelente na medida certa: 40 minutos do duo foi o tempo exato para deixar uma bela impressão.

Mais tarde, no mesmo palco, tomado por pessoas que esperavam tranquilamente por Jack Johnson, subiu ao palco o Wilco, favoritíssimo desse blog. Com um set um pouco mais agitado, próprio para festivais, Jeff Tweedy e seu dream team abriram os trabalhos muito bem com “War on War” e “A Shot in the Arm”. O público não era mesmo o deles, mas o show foi fluindo com tranquilidade. A explosão de Neils Cline em “Impossible Germany” trouxe finalmente o lugar abaixo com gritos e aplausos, fazendo Jeff Tweedy até arriscar um momento populista em “Spiders”, conclamando o público a bater palma junto. Deu certo. A sequência final com o acréscimo dos Total Pros, o naipe de metal que vem participando dos shows esse ano, foi matadora, de “Hate it Here” à inesperada “Hoodoo Voodoo”, com direito a um divertido duelo de guitarras entre Nels Cline e Pat Sansone.

setlist WILCO 1. War On War 2. A Shot In The Arm 3. I Am Trying To Break Your Heart 4. You Are My Face 5. Impossible Germany 6. Handshake Drugs 7. Spiders (Kidsmoke) 8. Walken 9. Hate It Here 10. I’m The Man Who Loves You 11. Monday 12. Outtasite (Outta Mind) 13. Hoodoo Voodoo

Do Wilco sem pausa direto para o outro palco, onde no mesmo instante começava o Foo FIghters. A presença do FF em festivais é mais certa do que medalha do Brasil. Foi minha quinta vez e quinto festival (Rock in Rio 2001, Leeds 2002, Rock in Rio Lisboa 2004 e Baltimore 2005) com eles. A banda perfeita pra esse tipo de situação. O mais curioso é que com o passar do tempo eles foram acumulando mais e mais clichês do rock de arena, daqueles mais dignos de Spinal Tap, e de alguma forma mágica continuam soando honestos mesmo assim.

Na atual turnê a banda oscila entre a formação clássica em quarteto e o acréscimo de quatro músicos (violinista, percussão, teclados e guitarra) em números dos dois discos mais recentes. E é sempre um prazer ver Pat Smear de novo num palco, acompanhando a banda. O repertório passa por todos os clássicos mas comete uma baita injustiça ao esquecer do primeiro disco. Do mais recente (“Echoes…”) tem a abertura com “The Pretender” e a provocação aos emos com a boa “Cheer Up Boys, Your Make-Up is Running”. O tempo que podia ser gasto com a inclusão de “I’ll Stick Around” e “This is a Call” é dedicado a clichês como finais de música intermináveis, um solo de bateria e uma cover hard rock (“Young Man Blues”, eternizada pelo The Who). Mas mesmo assim o show mantém a qualidade e faz a alegria dos presentes. Como clichê pouco é bobagem, chegamos a um set acústico: “My Hero” numa belíssima versão e depois Dave sozinho para uma “Everlong” eletrizante. Apesar da energia do público e das promessas de show interminável, a banda encerrou com “Best of You” antes do final do Jack Johnson no outro palco. Mais um grande show dos FF. Esse mês sai mais um DVD deles, ao vivo em Wembley, com repertório idêntico ao do Virgin. Vale muito o confere.

setlist FOO FIGHTERS THE PRETENDER _ TIMES LIKE THESE _ NO WAY BACK _ LEARN TO FLY _ CHEER UP BOYS _ YOUNG MAN BLUES _ LRTR _ BREAKOUT _ SA _ SKIN AND BONES _ MY HERO _ COLD DAY IN THE SUN _ EVERLONG _ MONKEYWRENCH _ ALL MY LIFE _ BEST OF YOU

Categorias: ao vivo

Eddie Vedder – United Theatre – 04.ago.2008

13/08/2008 · Deixe um comentário

setlist

Walking the Cow
Trouble
Around the Bend
I Am Mine
Dead Man Walking
I’m Open
Man of the Hour
Sometimes
Set Forth
No Ceiling
Guaranteed
Far Behind
Rise Up
Millworker
Soon Forget
Goodbye
[Used to Walk in Chicago]
Walk Hard
Drifting
Hide Your Love Away
Porch

Wishlist
Let My Love Open the Door
Society (w/ Liam)
Masters of War
No More
Arc

Hard Sun (w/ Liam and EJ)

Categorias: ao vivo

Long Winters – Castle Clinton – 31.jul.08

13/08/2008 · Deixe um comentário

setlist

give me a moment
clouds
stupid
teaspoon
cinnamon
scared straight
commander
blue diamonds
fire island
honest
hindsight
pushover
carparts
shapes
sound of coming down
ultimatum (acoustic)

Categorias: ao vivo

We Are Scientists – Bowery Ballroom – 01.ago.08

13/08/2008 · Deixe um comentário

Meu terceiro show do We Are Scientists e o primeiro defendendo “Brain Thrust Mastery”. O show veio em excelente hora, afinal devo desculpas à banda. O segundo disco é excelente, apenas demorou mais para cair a ficha. A saída do baterista original provavelmente fez o WAS, reduzindo então a uma dupla, trabalhar em batidas mais próximas do eletrônico e menos diretas como no disco de estréia.

Má impressão desfeita a tempo de conferir o grupo ao vivo (com mais 2 integrantes) em ponto de bala. “Ghouls” do disco novo abriu o show naquela sexta lotada mas a festa começou pra valer ao ouvir a introdução do hit-mor “Nobody Move Nobody Get Hurt”, segunda do dia. Daí pra frente energia nas alturas o tempo todo, com direito ao pai do vocalista Keith Murray cantando todas do segundo andar do Bowery também. Destaque para o single novo, “Impatience”, que já tinha chamado a atenção aqui do blog no ano passado. Para fechar, “It’s A Hit”. No bis, quando a seleção de hits aparentemente tinha acabado, aparecem ainda “Lethal Enforcer” e “The Great Escape”. Deu vontade de ter ido no show da véspera no Brooklyn.

Categorias: ao vivo

Invade a America – 2008

11/08/2008 · Deixe um comentário

Faltou conexao (e acentos) mas show teve de sobra. O que rolou ate agora: (resenhas nos proximos dias)

31 – Long Winters – Castle Clinton

01 – We Are Scientists – Bowery Ballroom

03 – Black Lips – McCarren Pool Park

04 – Eddie Vedder – United Theatre

06 – SoulWax – Irving Plaza

07 – Police + B’52s – Madison Square Garden

08 – Radiohead + Girl Talk + CSS + New Pornographers – Liberty State Park

09 – Foo Fighters + Wilco + Rodrigo & Gabriela + Bloc Party – Pimlico Race Course

10 – Wilco

Mais em breve!

Categorias: agenda