Disco de Platina 2.0

Entradas do Abril 2009

Less Than Jake – Circo Voador – 18.04.2009

21/04/2009 · 1 Comentário

p1000447_baixaO Less Than Jake é uma banda que sempre fez por merecer estar um pouco acima de onde chegou. Mesmo com quase 10 álbuns de estúdio já, manteve uma regularidade impressionante. Todo disco novo do LTJ merece uma audição caprichada, na certeza de encontrar novos clássicos da banda. Mesmo assim, eles nunca chegaram no status de um Bad Religion e NOFX, para ficar no exemplo de duas bandas com quem vão dividir a estrada em igualdade de condições no verão lá de fora agora.

Na sua segunda vinda ao Brasil, e na segunda passagem pelo Circo Voador, a banda surpreendeu na pontualidade e com certeza fez muita gente perder a apresentação na íntegra. Às 22h30 eles já estavam no palco da Lapa. Ao contrário da primeira vez, onde gastaram toda a munição de cara, dessa vez o show foi engrenando aos poucos. E show é um assunto que eles entendem e dominam. Quando a música não é de domínio total dos fãs, alguma mudança deixa todo mundo no clima e o pique nas alturas.

A introdução, que algum dia já foi a mesma de “Number of the Beast”, do Iron Maiden, foi substituída pelo tema de “Star Wars”, no P.A. só e depois com banda. As músicas do novo “GNA FLV” agradaram, e as surpresas foram “Crazy Glue”, puxada por um fã, e “Help Save the Youth…”, que não podia nunca ter ficado de fora do show anterior. E enquanto desfilam canções do naipe de “Automatic”, “(Look What Happened) Last Time” e “All My Best Friend Are MetalHeads”, fica difícil de entender como a banda nunca chegou no auge do reconhecimento, lado a lado de Offspring e outros.

E meia-noite em ponto todos estavam livres para voltar para casa satisfeitíssimos com o show, enquanto o Circo Voador fechava as portas na hora que normalmente a banda de abertura ainda está se aquecendo. Um exemplo a ser seguido.E o Less Than Jake segue em frente atrás do prometido “verão do ska” que nunca chega. Qualquer hora eles estão aí de novo.

créditos das fotos: Pedro Martino

setlist

p1000448_baixaStar Wars
Conviction Notice
Happyman
9th at Pine
(Everything is) Overrated
Short Fuse Burning
Nervous in the Alley
Automatic
The Ghosts of You and Me
Sobriety Is a Serious Business and Business Isn’t So Good
Help Save Youth America From Exploding
Scott Farcas Takes It On The Chin
Plastic Cup Politics
Crazy Glue
The Science Of Selling Yourself Short
Jen Doesn’t Like Me Anymore
Does The Lion City Still Roar?
Look What Happened

The Rest of My Life
City Of Gainesville
The State Of Florida
Johnny Quest Thinks We’re Sellouts
Gainesville Rock City
All My Best Friends Are Metalheads

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Phoenix – Lisztomania

17/04/2009 · Deixe um comentário


Primeiro single do disco novo. Começou muito bem.

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PELVS – Cinematheque – 15.04.2009

16/04/2009 · 1 Comentário

pelvs1Um show da PELVs é dos eventos que mais se encaixa na definição de imperdível atualmente. Dado que ficamos um ano e meio sem, e que nenhum integrante sabe quando será o próximo, não dava pra deixar passar de forma alguma. Imperdível, viu?

Uma banda que leva sua carreira num ritmo todo próprio, a PELVs está em fase de composição do quinto disco. Nesse show do Cinematheque rolaram hits dos quatro discos, de “The New One”  a “Keep Your Music Away”, passando por “Backdoor” e a sempre inesperada “Loveless”, que abria “Peter Greenaway’s Surf”, o tal gravado num quarto em estúdio portátil numa época que ninguém no mundo fazia isso (1993). De covers, Billy Bragg (“New England”) e Stellar. Tudo executado com esmero pelos atuais SETE integrantes da banda (pois é, eles são um coletivo e nem querer tirar onda com isso, mesmo no auge do termo). Não perca o próximo. Onde e quando quer que seja.

pelvs2

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dica: Orquestra Brasileira de Música Jamaicana

16/04/2009 · 1 Comentário

obmjEssa veio via twitter. Sediada no sugestivo endereço http://www.myspace.com/skabrazooka, a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana traz para a música brasileira uma proposta semelhante à New York Ska Jazz Ensemble, que passou por aqui ano passado fazendo muito bonito. Mas a referência fica pela inspiração: o som dos caras tem cara própria, e os arranjos realmente dão vida nova à obviedades que você jurava que nunca mais ia aguentar ouvir muito (digo isso com a versão do über clássico “Carinhoso” em loop aqui). PRECISO assistir um show!

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Wander Wildner – Cine Gloria – 10.04.2009

11/04/2009 · Deixe um comentário

wander1Se no post anterior falei da entressafra de locais pra show no Rio, não é que na mesma da noite surgiu um, e dos bons?

Mais um empreendimento do povo da Matriz, o simpaticíssimo Cine Gloria está brilhando de novo e recebeu ontem um talk show e apresentações de Wander Wildner e Do Amor.

Localizado no subterrâneo de uma praça, o tal Cinema surpreende positivamente após superado o susto com o abandono dos arredores. O início dos shows, divulgado para as 23h30, só aconteceu mesmo depois da 1h. Uma pena, já que um lugar novo era a chance de incutir o hábito da (crença na) pontualidade nas pessoas. Quando vamos aprender?

Mas, à uma da manhã, acompanhado apenas por sua guitarra, lá estava o mestre Wander Wildner. À vontade como nunca, falou pra caramba, tocou algumas músicas inteiras e milhares de trechos (incluindo aí, para surpresa geral, “Infinita Highway”, porque “Humberto Gessinger é o cara e um dia eu gostaria muito de gravá-lo). “Bebendo Vinho” foi para atender os pedidos do público embriagado. E, depois de “Um Bom Motivo”, já gravada, atacou outra do Stuart: “Dançando em Blumenau”, genial versão para “Dancing With Myself”. A participação de Flu foi para relembrar o clássico do Defalla (ex-banda do convidado), “Não Me Mande Flores”. Para fechar a noite, “Amigo Punk”, da Graforréia, com direito a Nervoso na bateria. E, no bis, o momento ecumênico em homenagem à Páscoa e aquele que só retornaria Domingo, com “Jesus Voltará”. Faz muito mal ficar mais de um ano sem ver Wander.

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Cabeza de Panda – Sala Baden Powell – 10.04.2009

11/04/2009 · Deixe um comentário

cabezaEnquanto o Rio atravessa mais uma entressafra de locais de show, não dá para perder as poucas oportunidades que aparecem.

O Cabeza de Panda, aposta desse blog aqui para 2008, voltou à Baden Powell, onde debutou (via Humaitá pra Peixe) ano passado. O show faz parte da temporada da banda Passarela 10 por lá, e pelas próximas duas Sextas alterna mais convidados.

Mais um set pra lá de competente dos cabezudos, que tocaram o repertório quase inteiro do primeiro disco (mais uma versão de “Like a Virgin”), a ser lançado em breve. Para quem ainda não se ligou, vá direto em “Melhor Amigo do Rei”, “Café e Pasta de Dente” e “Melhor que Eu”, no myspace dos caras. O disco inteiro já está lá, por sinal, assim como uma versão em inglês de uma das músicas. Sinal dos próximos passos?

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Primeira aparição do SPECIALS reunido

11/04/2009 · Deixe um comentário

Se 2009 estiver guardando um momento mais emocionante ao vivo que esse para mim, é melhor avisar logo. O coração não agüenta!

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Kiss – Praça da Apoteose – 08.abril.2009

09/04/2009 · Deixe um comentário

Dez anos depois de tocar apenas em São Paulo com a tour do último disco de inéditas, “Psycho Circus”, e 23 anos depois do dia que fizeram história no Maracanã, o Kiss tocou na Praça da Apoteose. Para a banda que deu um novo e definitivo significado à palavra “espetáculo” dentro do mundo do showbusiness, o downgrade de 200.000 para menos de 20.000 pessoas na sua segunda passagem pela cidade não podia ser motivo para um show morno. E não deu outra: showzaço.

Assim como o Iron Maiden, outro ícone que recentemente passou por aqui, o Kiss atentou para uma realidade cada vez mais latente: a maioria dos seus fãs não quer material novo. Nesse mundo com mais e mais novidades por segundo, onde 15 minutos de fama parecem demais da conta, os fãs recorrem a Kiss, Police e Iron Maiden não atrás do novo mas atrás dos clássicos, do tal porto seguro. Nada de outro disco e um set misturando novas e antigas: Tragam-Nos os Clássicos!

E, dessa forma, a escolha dos mascarados não podia mais acertada: estão cruzando o mundo num show baseado no “Alive I”, seu primeiro disco ao vivo e que gerou mais 3 seqüências. (aula de História: “Alive” foi o primeiro disco ao vivo a ser um grande sucesso comercial, finalmente tornando esse tipo de disco um padrão de mercado, uma tendência que a chegada do DVD décadas depois só agravou). E o que dizer de um show que já começa de um repertório testado e aprovado assim?

Paul Stanley e Gene Simmons estão lá, ainda que o primeiro finalmente esteja sentindo os primeiros sintomas da idade no corpo e na voz, Eric Singer retornou à banda topando a missão de reproduzir fielmente o estilo de Peter Criss e Tommy Thayer é o que fica menos em evidência, representando com competência o papel de Ace Frehley cover. Juntos, conseguem manter muito da magia de sempre. E não tem fã que resista.

A clássica introdução “You Wanted the Best, You Got The Best”, a dobradinha inicial “Deuce”/”Strutter” e todas as explosões do início ajudam a colocar os ânimos lá em cima, e daí pra frente é jogo ganho. Um temporal durante “She” e o solo de guitarra quase botou tudo a perder, mas ninguém arredou pé. Quando as capas de chuva a R$ 20 chegaram até a pista já não tinham mais utilidade. E, com perdão de todo o lugar comum possível, “Rock and Roll All Nite” ainda é essencial.

Para o bis, um seleção de músicas pós-”Alive”. Se o repertório não tivesse sido irrepreensível até ali, dava até pra pensar em reclamar da presença de “Lick it Up” e “I Was Made for Loving You” em detrimento de tantas outras, mas já estava bom demais. “LoveGun” foi cortada do set na hora, provavelmente porque o temporal inviabilizou o equipamento que ia carregar Paul Stanley sobre o público até a mesa do som. E quando rolou “Detroit Rock City”, ficou na cara que o show tinha terminado. Não teria música para acabar o Maior Espetáculo da Terra melhor que ela.

Fomos então todos para casa, felizes, satisfeitos e encharcados, com “God Gave Rock ‘Roll To You” tocando no P.A. e um mini-incêndio rapidamente contornado rolando no palco. O Kiss voltou ao Rio mais uma vez. E foi incrível.

setlist

01 Deuce
02 Strutter
03 Got to Choose
04 Hotter Than Hell
05 Nothin’ to Lose
06 C’Mon and Love Me
07 Parasite
08 She
09 Watchin’ You
10 100,000 Years
11 Black Diamond
12 Cold Gin
13 Let Me Go Rock n’Roll
14 Rock and Roll All Nite

15 Shout it Out Loud
16 Lick It Up
17 I Love it Loud
18 I Was Made for Loving You
19 Detroit Rock City

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Agenda Abril 2009

08/04/2009 · Deixe um comentário

Um mês incrível e variado, ainda mais em termos de Rio de Janeiro. Arriscaria dizer que bateria alguma viagem, se a próxima não fosse ser tão incrível.

08 – Kiss – Praça da Apoteose

09 – Jonas Sá – Cinematheque – part.especial: Caetano Veloso

10 – Cabeza de Panda – Sala Baden Powell

11 – Nina Becker – Cinematheque

14 – No Use For a Name – Canecão

15 – PELVs – Cinematheque

17 – B-52’s – Citibank Hall

17 – Nação Zumbi – Circo Voador

18 – Less Than Jake – Circo Voador

26 – Aggrolites – Teatro Odisséia

E depois vem Down By Law (Maio, no Circo, confirmado) e possivelmente Skatallites e The Queers

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Morrissey – Years of Refusal (2009)

01/04/2009 · 1 Comentário

morrissey-years-refusalPerdido entre tantas novidades, maiores-bandas-da-última-semana e hypes afins, não é difícil deixar passar coisas boas. Tão fácil quanto é desprezar algum artista que você parou de acompanhar em algum momento. E enquanto eu e você praticávamos nossa ingratidão, Morrissey ria dela e escrevia sobre essa e outras agruras da vida.

Nessa era de tantas lamentações musicais, antes de tudo devemos fazer a diferenciação entre o mundo cinza de Moz e o sofrimento adolescente reinante: aos 50 anos, o seu distanciamento não é só temporal, ele é, acima de tudo, calcado em toda a ironia que só a maturidade (podendo ser considerada aqui apenas a reincidência de acontecimentos) traz. A língua afiada e humor inglês completam a fórmula, e entendido isso basta se deleitar com “Years of Refusal”, onde toda a força do cantor ganham novo gás através de uma banda que soa extremamente jovem e sob a batuta do produtor Jerry Finn (mais famoso por seus trabalhos com Blink 182 (?!?) e Green Day (!!!), e que já havia trabalhado no disco anterior).

Da abertura punk (com ecos de Misfits) “Something is Squeezing My Skull” aos clássicos instantâneos “I’m trowing my arms around Paris” e “All You Need is Me” (essa em parceria com o guitarra Jesse Tobias, que veio ao Brasil em 96 acompanhando Alanis Morrisette na mesma banda que trazia ainda Taylor Hawkins do Foo Fighters), “Years of Refusal” soa coeso do início ao fim, sem deixar o ritmo cair. Quando não é rápido e direto, consegue soar quase grandioso e épico sem soar piegas (como em “You Were Good in Your Time” e “Mama Lay Softly on the Riverbed”).

Esqueça dos boatos anuais sobre um show de reunião dos Smiths no Coachella. Mais que isso: ouça esse disco e ganhe bons motivos para parar de pedir sempre músicas da ex-banda do cara na balada. Morrissey está mais vivo que nunca.

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