Disco de Platina 2.0

Entradas do Maio 2009

Wilco – Teatro Häagen Dazs Calderon – 26.5.9

31/05/2009 · Deixe um comentário

wilco_madrid11O Wilco está em turnê pela Espanha enquanto seu disco novo (já resenhado aqui) não chega às lojas. Para um país que não tem tanta tradição de shows quanto os vizinhos França e Inglaterra, o tamanho da turnê impressiona: são quase 10 shows, incluindo somente uma visita a Portugal.
Se a banda tem tanta moral pelos lados de cá, é difícil entender a escolha do local do show logo na capital Madri: o teatro Häagen-Dazs Calderon, com capacidade para apenas 700 pessoas. Melhor para os poucos que garantiram seu ingresso. E sorte desse blog, que encontrou uma local desesperada para livrar-se do seu ingresso e assim do encontro óbvio com o ex-.
Os hippies da Akron Family ficaram encarregados da abertura do show, e até causaram uma boa impressão. Autênticos de tão desorganizados, “levaram um som” muito à vontade e só tocaram umas seis músicas de fato, quando um deles puxou um celular de dentro de uma sacola de viagens largada no palco e viu que o tempo estava se esgotando. Foi o tempo de tocar a sua “I Wanna Live in Woodrow Guthrie’s America” (com o baterista fazendo as vezes de roadie e ajeitando os microfones durante a execução) e ganhar os aplausos. Terminada a apresentação, ficaram ali pelo palco mesmo, desmontando tudo. Glamour Zero. Muito bom.
O set do Wilco agradou demais de tão generoso que foi, algo raro numa cidade onde já tocaram e a opção passa a ser então partir para algumas músicas mais obscuras. O guitarrista Jay Bennet, que foi expulso da banda em 2001 e recentemente tinha reaparecido para processar Jeff Tweedy, faleceu durante o fim-de-semana e pelo que consta o show da véspera, em Malaga, foi um tanto quanto esquisito e com a banda rendendo as devidas homenagens. Talvez isso justifique a escolha do repertório e nenhuma menção ao ex-guitarrista essa noite.
Mesmo assim tudo começou da forma mais serena possível, com a belíssima “Sunken Treasure“. No início dominaram algumas músicas de “A Ghost is Born” (Hummingbird, Hell is Chrome, Muzzle of Bees) e também logo uma nova, “Wilco (the song)“, já cantada por boa parte do público.
Curiosamente, a primeira vez que o teatro veio abaixo foi com “A Shot in the Arm“, uma música excelente mas que não costuma cumprir essa função. Até o tecladista Mikael Jorgensen, o mais quieto dos seis, resolveu comandar a barulheira tocando com uma almofada (você não faz idéia de quantas teclas uma almofada toca de uma só vez!). “Bull Black Nova“, a outra nova a dar as caras, cresce bastante ao vivo, herança do parentesco com “Spiders“.
Quando finalmente surgem músicas do “Sky Blue Sky” a coisa fica mais séria ainda. “Impossible Germany” vem emendada de “You Are My Face” e não é apenas uma das mais belas canções do grupo como ainda serve de grande momento para Neils Cline, que finalmente pode se soltar e ganha o público a ponto de ter seu nome gritado em coro após a música.
Jesus Etc.” é talvez a música mais obrigatória do set deles (quem quiser pode ir nesse site e fazer as contas) e o único senão de “Poor Places” é o prenúncio do fim do show. Assim como no ao vivo “Kicking Television” ela traz “Spiders” emendada e finalmente o público sente a permissão para levantar das cadeiras e pular.
No bis vem “Misunderstood” com todos cantando a repetição de “Nothing!” do final quantas vezes se fizer necessário e mais duas do SBS para fechar: “Hate it Here” e “Walken“.
Madri parece mesmo morar no coração de Jeff Tweedy e eles não só voltam para mais um bis como aparecem com uma raridade: “A Magazine Called Sunset“, a melhor música a não entrar em um disco (ficou de fora do “Yankee Hotel Foxtrot” e apareceu num EP). Para fechar em alta, “Hoodoo Voodoo” (do disco com Billy Bragg) e um duelo de solos não tão desigual quanto se poderia pensar entre Nels Cline e Pat Sansone em “I’m a Wheel” para certificar a goleada “Ghost is Born” da noite. O melhor show que este humilde blog já presenciou do Wilco. E amanhã tem mais!

wilco_madrid13
1. Sunken Treasure
2. Wilco (The Song)
3. Hummingbird
4. Hell Is Chrome
5. Handshake Drugs
6. I Am Trying To Break Your Heart
7. Muzzle Of Bees
8. A Shot In The Arm
9. At Least That’s What You Said
10. Bull Black Nova
11. Jesus, Etc.
12. You Are My Face
13. Impossible Germany
14. Via Chicago
15. Poor Places
16. Spiders (Kidsmoke)

17. Misunderstood
18. You Never Know
19. Hate It Here
20. Walken
21. I’m The Man Who Loves You

22. A Magazine Called Sunset
23. The Late Greats
24. Hoodoo Voodoo
25. I’m A Wheel

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Em Barcelona

29/05/2009 · Deixe um comentário

Enquanto a cidade INTEIRA não para de comemorar a vítória sobre o Manchester, o Primavera Sound segue à toda. Ontem rolou de ver Yo La Tengo, Phoenix e My Bloody Valentine, além de um pouquinho de Andrew Bird, Horrors e Wavves. Tudo sobre esses shows (amanhã tem Neil Young e Sonic Youth!!!) além de três shows do Wilco você confere aqui na semana que vem!

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Beastie Boys – So Watcha Want

29/05/2009 · 1 Comentário

Os Beastie Boys foram no programa do Jimmy Fallon para falar do seu novo disco(‘Hot Sauce Commitee’) e do relançamento do `Check Your Head`. Depois foram convidados para dar uma canja. Nada de exatamente inédito não fosse o fato da banda de apoio do programa ser o The Roots. Muito improvisado mas histórico ainda assim.

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Morrissey – “All You Need Is Me”

26/05/2009 · Deixe um comentário

Morrissey fez 50 anos Sexta passada. A sorte de assisti-lo ao vivo foi maior ainda agora que ele cancelou mais algumas datas de sua turnê. Por mais que o sensacionalismo queira achar algo além da gripe, a lembrança daquele dia em Cambridge com o mestre em plena forma afasta qualquer medo. E, graças a um toque lá nos comentários do show, lembrei-me de procurar pelo clipe novo. “All You Need is Me”, finalmente.

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Meu Itinerário no Primavera Sound

26/05/2009 · 1 Comentário

Povo dos comments, chegou a hora de ajudar! Montei minha grade do Primavera Sound . Se eu estiver perdendo algo valioso, mandem dicas. No site deles tem os horários. Não vale queimar o que eu marquei, se for ruim eu juro que saio no meio. Só sugestões!!! Grato :) (ps: o MyBloody do segundo dia não vale, tem que virar a noite pra pegar pulseira)

28.05
20h35 The Vaselines
21h45 Yo La Tengo
22h30 Jesus Lizard
23h20 Phoenix
0h20 My Bloody Valentine
1h35 Aphex Twin (só depois do My Bloody)
2h15 Wavves

29.05
19h10 Bat For Lashes
20h15 Spiritualized
21h The Pains of Being Pure At Heart
21h20 Art Brut
23h55 Jarvis Cocker
1h30 Shellac
2h15 Bloc Party

30.05
20h15 Herman Dune
21h15 NEIL YOUNG
23h30 Liars (só depois do Neil Young)
23h50 Deerhunter
1h00 Sonic Youth
2h30 SMD

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Madness – HMV – 19.5.9

25/05/2009 · Deixe um comentário

madnessSe tem uma dica bobinha que não deixo nunca de passar adiante aos viajantes é sempre comprar a “Time Out” se a cidade em questão for agraciada com uma. Nessa viagem, mesmo com aparentemente todas as datas cobertas por todos os shows do mundo, botei fé e gastei algumas poucas libras na edição dedicada à semana da estadia. E não deu outra: um show que não aparecia em nenhuma outra listagem, nem mesmo na loja onde ia acontecer, estava lá: Madness. Pois é… Não bastou a dose dupla de Specials e a possibilidade de um Bad Manners (caiu no dia do Morrissey), o Madness estava na semana de lançamento do seu novo disco, “The Liberty of Norton Fulgate”. A caminho do concerto meu aniversariante hospedeiro ainda tentou tirar um pouco do meu entusiasmo: “nesses shows de loja as bandas tocam cinco músicas do disco novo e um abraço”.

A surpresa então foi ainda maior quando o show, para uma HMV lotada (mais de 500 pessoas espremidas entre as prateleiras de CD, e eu bem posicionado lá na frente graças à meia hora de antecedência), abriu com o clássico dos clássicos, “One Step Beyond“. O som estava excelente e o público dançou o pouco que o espaço permitia. Vale lembrar que o Madness até hoje toca em estádios pela Europa afora, e o quão rara a oportunidade de estar tão perto era. Do disco a ser lançado, vieram apenas “Dust Devil” (o primeiro single) e “Forever Young“(calma, não é). Das outras seis, só clássicos. Até mesmo “Our House“, que a gente finge que não quer mas quer muito ouvir ao vivo, pintou. Fechando no climão bonito, “It Must Be Love“. Quando fui a muito custo sair dali para a primeira refeição do dia que me dei conta: era o único! Os outros quinhentos ficaram para a tarde de autógrafos.

One Step Beyond
Dust Devil
NW5
Forever Young
Baggy Trousers
Clerkenwell Polka
House of Fun
Our House
It Must Be Love

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Coluna – 22.05.09 – And I live by the river

22/05/2009 · Deixe um comentário

  • Discodeplatina acaba de passar uma temporada fantástica em Londres.
  • De shows, já escrevi aqui: Specials, Ben Kweller e de última hora mais um Specials, Morrissey, Evan Dando e Madness.
  • binario2Fiquei espremido ali na letra B durante o Madness na HMV e acabei achando uma raríssima edição do nosso querido Binário, do disco que só saiu lá fora pela Far Out. Fotografei mas não levei: 13 pounds tava acima da média.
  • Na mesma HMV, a única cadeia que restou na Inglaterra, o que bombava era uma promoção 2 por 10 pounds, algo como 15 reais por disco. Rolava Kanye West, Death Cab for Cutie, MGMT, Vampire Weekend
  • Aliás, tá ligado que o Stan Lee (o criador do Homem Aranha) nomeava alguns personagens repetindo as iniciais pra ser mais fácil de lembrar? E tome Peter Parker, Bruce Banner, JJ Jameson…
  • Lembrei disso porque estava quase no caixa quando lembrei que uma coisa é Fleet Foxes e outra é Friendly Fires.
  • Olhando agora parece simples, na hora tava complicado.
  • Rolou também uma ida ao estádio do Chelsea pra conferir Chelsea 2×0 BlackBurn Rovers. Falar da organização de um evento desses por lá é chover no molhado, mas torna o jogo um programaço.
  • E a comida? Paquistanesa, Turca, Chinesa e bagels só pra lembrar onde estava. Tudo muito bom.
  • Bruno Natal esteve lá na véspera da minha chegada lançando em DVD o bombado “Dub Echoes“. Não li mas fiquei orgulhoso pelas resenhas e pelo destaque nas lojas ainda não estava esgotado.
  • Então tá: Friendly Fires, pra ver se eu aprendo.

Na próxima coluna, Portugal e Espanha.

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Wilco – Wilco (The Album) (2009)

21/05/2009 · 1 Comentário

thealbum-lgUma das grandes expectativas para 2009 apareceu de surpresa semana passada. “Wilco (The Album)”, o novo disco do Wilco, caiu na rede e dada a inevitabilidade foi colocado para streaming no site oficial da banda (que não enjoou da piada e chamou de “Wilco – the streaming”).

A capa um tanto bizarra serve para quebrar um pouco o gelo depois de tantas auto-referências. “Wilco (the song)” é a música que abre o disco e já tinha sido apresentada no programa de TV do Colbert no fim do ano passado. De cara já fica explicado de onde veio o título.

O stereogum (boa dica de blog lá de fora) tem uma sessão de resenhas chamada “Premature Evaluation” (algo como “Avaliação Prematura“) e o nome não poderia ser mais preciso: depois de “Yankee Hotel Foxtrot” nenhum disco da banda me desceu perfeitamente de primeira. E nem por isso deixaram de virar clássicos totais depois e presença obrigatória nas listas de melhores do ano. Sendo assim, minha primeira audição de “The Album” foi muito tranquila: fosse o que fosse, a certeza maior é que cresceria com cada audição.

Mas a primeira audição fluiu da melhor maneira possível. Eles chegaram a anunciar um álbum com mais experimentações de estúdio, o que o aproximaria do YHF, mas no final das contas o disco soa mais na linha do anterior “Sky Blue Sky” lembrando bastante em algumas vezes o mais antigo “Summerteeth“. Nada mal.

Bull Black Nova” chegou a ser anunciada como a nova “Spiders” mas não é bem assim, por mais que a levada até lembre. Boa canção, assim como “One Wing“. E, pedindo desculpas por só ter falado do início do disco, essa avaliação prematura não podia terminar sem falar no grande destaque inicial: o INCRÍVEL dueto com Feist em “You and I”. Vamos ver o que as próximas audições revelam.

Categorias: discos

Ben Kweller – 15.5.9. – Koko’s

20/05/2009 · Deixe um comentário

benkweller03pBen Kweller saiu do Brooklyn e foi morar no Texas. A mudança de endereço foi a mesma do som: “Changing Horses” é um excelente disco… de country! O prodígio, que sempre teve nesse estilo uma influência, mergulhou de cabeça e fez um disco lotado de steel guitars e afins.
Ao vivo, manteve a banda que o acompanhava nas últimas vezes que nos vimos, o tal Trio on the Train Track, e adicionou mais um guitarrista para o slide e steel. No palco, uma visão meio assustadora: no lado de Ben, nada de amplificador e guitarra: só um violão e um piano ao fundo. E foi isso aí mesmo.
Mas um cara que já está no quarto álbum e tem grandes momentos em todos eles não tem o que se preocupar. É claro que a gente sente falta de “Wasted and Ready” e “My Apartment“, mas munição não faltou.
O Koko é um cinema ou teatro desativado mas conservadíssimo, bonito de verdade, e estava cheio mas não lotado nessa Sexta.
O set list foi muito bem pensado, equilibrando sempre o último disco com o material dos anteriores. Duas novas, daí “Run” relida pela nova formação, e finalmente “Walk On Me” e “Family Tree” para incendiar. Da mesma forma, o momento ao piano com duas novas foi a deixa para a belíssima “Falling” e “Thirteen“. A nova versão de “Sundress” tirou a explosão do refrão mas a mudança caiu muito bem. “On My Way” foi a mais cantada da noite toda e o primeiro disco ainda voltou em duas surpresas: “In Other Words” (fechando o show) e “Make It Up”(onde ficou provado mais uma vez que um pedal de distorção ligado num violão não substitui a guitarra). Para fechar, o single novo (“Fight”) e o hit do disco anterior (“Penny on the Train Track”). Ben Kweller está de parabéns pelo seu álbum country mas já pode voltar pra guitarra.

Old Hat
Wantin’ Her Again
Run
Walk On Me
Family Tree
Things I Like To Do
Sawdust Man
Falling
Living Life
Thirteen
On My Way
Gipsy Rose
Lizzy
Sundress
In Other Words

Make It Up
Fight
Penny on the Train Track

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The Specials – Brixton Academy – 11.05.09

19/05/2009 · 2 Comentários

specialsNo pouco espaço que havia para a resenha do Specials no Rio Fanzine não deu pra escrever tudo que deu vontade sobre os shows, que até agora não saíram da cabeça. Então voltemos à Brixton Academy (sim sim, a mesma do histórico “Faith No More Live at Brixton Academy“) para mais relatos.

Depois da abertura do promissor Pama International (a banda nova de Lynval e Sir Horace Panter, que se guardaram para o show principal), enquanto o palco é preparado, um DJ se encarrega de aquecer o público com clássicos do ska, incluindo Desmond Dekker, Skatalites e Madness e puxando coros de “Ruuuudeboys” e “Specials! Specials!”.

Às 21h30, quando as luzes se apagam, o público está mais do que aquecido, e após a introdução no P.A. com “Enjoy Yourself” o sexteto entra matando com “Do The Dog“. Responsáveis por provavelmente o melhor disco de ska da história (sua estréia em 1979 produzida por Elvis Costello) eles começam de cara emendando dez músicas do álbum homônimo. E a Brixton, lotada de rudeboys e rudegirls de todas as idades, agita como não se costuma ver em solo britânico. A impressão que dá é que não tinha como ser melhor na época. Mesmo a banda, 30 anos depois, se mexe tanto quanto nos vídeos de shows que você pode catar no youtube. Dentre as dez iniciais, “Gangsters” e a versão (definitiva, convenhamos) de “Monkey Man” são os primeiros clássicos a darem as caras. Se o tecladista e chefe Jerry Drammers abandonou o barco por não poder mais mandar como antigamente, sua ausência quase não foi sentida tamanho o carisma do trio de frente Terry Hall (vocais), Neville Staple (vocais e toasting) e Lynval Golding (guitarra e backing). Durante o hino anti-racismo “Doesn’t Make It Allright” o público ganha a oportunidade de cantar sozinho, e corresponde à altura enquanto a banda multirracial comemora do palco, com a cozinha de Sir Hoarce Panter e John Bradbury trabalhando incessantemente e com a precisão de sempre.
O frontman Terry Hall, estático como há 30 anos, até que se comunica mais que na véspera, fazendo inclusive piadas com o Duran Duran e times de futebol locais. Uma gripe dele adiou o primeiro show dessa sequência de cinco noites esgotadas na Brixton, mas a voz continua a mesma da década de 70. O toaster Neville Staples é que demonstra uma vitalidade impressionante, pulando de um lado pro outro e sendo a simpatia em pessoa. Lynval Golding tem um quê de velhinho simpático a la “Buena Vista Social Club”, mas sorri e corre sem parar do alto dos seus 58 anos. Roddy Byers, o outro guitarrista, que entrou na banda mesmo gostando só de rock, ficou ainda com mais cara de roqueiro com o tempo, destoando mas ao mesmo tempo completando o resto, e é o responsável agora pelos vocais em “Concrete Jungle“. Depois da sequência matadora, hora de algumas músicas de “More Specials”, o segundo e último disco, com destaque para “Do Nothing“. No meio delas, um retorno ao primeiro disco com a música do grupo mais conhecida pelas bandas de cá: “A Message to You Rudy“. O set se encerra com “Ghost Town“, não por acaso o single que estava estourado quando a banda resolveu pendurar as chuteiras. E se parecia não ter sobrado munição para o bis, “Too Much Too Young” e “Enjoy Yourself” colocam a casa abaixo de uma vez por todas. Antológico.

‘Do The Dog’
‘(Dawning Of A) New Era’
‘Gangsters’
‘It’s Up To You’
‘Rat Race’
‘Monkey Man’
‘Blank Expression’
‘Too Hot’
‘Doesn’t Make It Alright’
‘Concrete Jungle’
‘Friday Night Saturday Morning’
‘Stereotype’
‘Man At C&A’
‘A Message To You Rudy’
‘Do Nothing’
‘Hey Little Rich Girl’
‘Nite Klub’
‘You’re Wondering Now’
‘Ghost Town’


‘Too Much Too Young
‘Skinhead Moonstomp’
‘Enjoy Yourself’

foto: Raphael Erichsen

Categorias: ao vivo