Disco de Platina 2.0

Primavera Sound – 30.05.09 – Neil Young

10/06/2009 · 1 Comentário

polockO Sábado 30 de Maio foi o dia mais cheio da história do Primavera, com alguns boatos exagerados dando conta de até 60.000 pessoas por lá. Foi o dia em que só se ouviu falar um nome, o maior nome no cartaz esse ano, a maior influência confessa da maioria das bandas do universo indie: Neil Young.

A ansiedade era tanta que não deu pra fazer muita coisa antes do mestre. Mesmo assim, à espera de um showcase do Black Lips, acabei conferindo, no palco improvisado na barraca do myspace, o som dos locais Polock. Bem interessante.

hermanNo Rockdelux, Herman Dune juntou muita gente no fim da tarde para ouvir o som folk do seu trio. O momento todos-cantam-junto, atualmente conhecido como todos-pegam-a-câmera-e-fazem-um-filme-pro-youtube, foi quando Herman pegou um ukulele (Instrumento Tendência 2008 e aparentemente 2009) e cantou “I wish I could see you soon“. Mais do que isso não dá pra dizer porque uma verdadeira multidão já se aglomerava em frente ao palco principal.

neilE a correria era justificada: nome principal, Neil Young escolheu a hora do seu show (21h, ao invés do pós meia-noite normalmente dedicado aos headliners) e fez parar os shows em todos os outros palcos. Ou seja, naquele momento as tais 60mil pessoas presentes só tinham uma opção, como se alguém precisasse que decidissem por eles. Mais do que simplesmente um show de um ícone, a turnê atual de Neil Young traz um atrativo extra: pela primeira vez ele reuniu uma banda onde se sente à vontade para misturar seu repertório folk ao seu repertório rock, e o set fica ridiculamente matador. Das 17 músicas executadas, 12 são clássicos absolutos. E é impossível não se emocionar já na segunda música, quando o Homem liga o oitavador e a distorção mais suja e puxa o riff de “Hey Hey, My My” e canta com uma certeza que só ele pode passar “rock n’roll will never die”. E só Neil para ter a manha de prender a atenção de todos com uma música interminável mas linda como “Cortez the Killer“. Até o momento chatinho com “Mother Earth” é perdoável. E depois vem o set acústico/country/folk, com “Needle and the Damage Done“, “Unknown Legend“, “Heart of Gold” e “Old Man“(essa com a tradicional participação do roadie Larry Cragg no banjo). Quando a banda se prepara para mais uma do set acústico, Neil vai até cada um avisando uma mudança, todos trocam de instrumentos e a próxima é quase uma surpresa: “Down By The River“. Como não poderia deixar de ser, o show encerra com “Rockin’ In The Free World” e pela primeira vez no festival acontece um bis: a versão incrivelmente fiel de “A Day in the Life” que vem fechando a maioria dos shows dessa tour (postei o vídeo aqui há um ano). Histórico.

Mansion On The Hill
Hey Hey, My My (Into The Black)
neil2
Are There Any More Real Cowboys?
Everybody Knows This Is Nowhere
Pocahontas
Spirit Road
Cortez The Killer
Cinnamon Girl
Mother Earth
The Needle And The Damage Done
Unknown Legend
Heart Of Gold
Old Man
Down By The River
Get Behind The Wheel
Rockin’ In The Free World

A Day In The Life

Categorias: ao vivo

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