O tempo sem atualizar não foi à toa. Alguns shows dignos de nota:
Paulinho da Viola, Circo Voador, 20.6 – Mais de uma década se passou até que eu finalmente conseguisse estar de frente para O Cara. Paulinho é assim mesmo, não é tanto de cair na estrada. Só o Circo esperou mais de 20 anos por um retorno. Mas o lançamento do CD/DVD acústico foi o pretexto ideal. O show é totalmente fiel ao roteiro do disco, a ponto de nem no bis aparecer alguma surpresa (“Timoneiro” e “Talismã” são repetidas). Mas vale por todo o carisma e o repertório muito bem escolhido do Acústico.
Canastra, Estrela da Lapa, 26.6 – A big band segue a mil divulgando “Chega de Falsas Promessas”. Rodrigo Barba e Daniel Vasques, recém-chegados, estão se saindo muito bem o show está muito bem azeitado graças a todas as apresentações Brasil afora. Nesse dia, tomado pela temática de festa junina, sobrou espaço até para uma música inédita.
New York Ska Jazz Ensemble, Teatro Odisséia, 29.6 – A tristeza de perder Djangos e Coquetel Acapulco foi minimizada pela alegria de ver um evento tão improvável dar certo numa cidade onde os shows são sempre uma incógnita. Não chegam a ser do tamanho de uma ensemble, não têm muito de jazz (fora a pegada do guitarrista e as versões de standards que acabam enveredando praticamente pro ska só – sem problemas!), mas o mais importante foi a legítima festa ska que tomou conta do Odisséia. De lavar a alma de qualquer fã do estilo.
E vem por aí: Reabertura do Sergio Porto e Festival da Deck. Mais detalhes em breve.