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Nick and Norah’s Infinite Playlist

nick_and_norahs_infinite_playlistTaí uma dica que o RioFanzine já deu mas eu não tinha botado tanta fé.

Nada demais também. “Nick and Norah’s Infinite Playlist” é meio que uma comédia romântica mesmo, mas das nossas, passando por uma trilha sonora impecável e cenários clássicos de shows em Nova York como Mercury Lounge, Bowery Ballroom e Arlene’s Grocery, além de outro lugar que não dá pra contar sem estragar um pouco do filme mas que ostenta um disco de ouro do Weezer na parede. Estrelado por Michael Cera (Juno), o protótipo do indie fofinho e Kat Dennings, gata-só-porque-gosta-de-música-boa, o filme é diversão garantida e até um pouco mais.

Temo pelo título em português.

Festival do Rio – parte II

O resto da lista (sem ordem dessa vez, mas uma semana bem melhor):

Paris

Velha Juventude

Todos os Meus Fracassos Sexuais

REC

O Casamento de Rachel

Fatal

Doidão

Involuntário

Ill Divo

Patti Smith: Sonho de Vida

Downloading Nancy

Maior, Mais Forte, Mais Rápido

Festival do Rio

DP devagar quase parando mas não parado.

E a mil nos cinemas da cidade!

Até agora, mais ou menos em ordem decrescente (pelo menos começando no melhor e acabando no pior):

Choke

O Homem Equilibrista

Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa

CSNY – Deja Vu

Joe Strummer

Hipotecando os EUA

O Dossie Rê Bordosa (curta)

Sujos e Malvados (dirigido pela Madonna. Até aqui tudo recomendável, de um jeito ou de outro)

Encarnação

Ano Unha

Gunnin’ for that #1 spot

Ou “Lutando pelo primeiro lugar”.

Um filme sobre oito jogadores basquete tentando fazer vingar na quadra mais famosa do Harlem, Rucker Park, de onde saíram vários astros da NBA. A razão da presença do trailer nesse blog? O documentário é dirigido pelo estreante Adam Yauch, também conhecido como o mais maneiro dos Beastie Boys. Boa pedida pro Festival do Rio!

site: http://www.gunninmovie.com/

Lemmy, the movie

Finalmente uma das maiores figuras da História do Rock e o responsável pelo show mais ensurdecedor que já assisti (Metropolitan/Citibank Hall, não lembro o ano) será eternizado no cinema. Lemmy, o filme. Em 2009.

Teaser do novo do Kevin Smith

Nessa madrugada agitada surgiu mais um vídeo: o teaser do próximo filme de Kevin Smith, “Zack and Miri Make a Porno”. O filme já está tendo exibições-teste e só estréia mesmo em Outubro (ou depois). E o teaser, o próprio Kevin garante, é composto apenas por imagens que não entraram no filme. Ainda assim, vale à pena.

http://www.quickstopentertainment.com/

Young People Fucking

Não dá para prever o quanto esse blog vai subir de acessos via mecanismos de busca após este post. Melhor ainda é que “Young People Fucking” é uma promissora comédia romântica canadense sobre sexo que tem feito bonito nos festivais lá fora. Já assegurou distribuição nos Estados Unidos e Canadá e talvez até passe aqui sem muito estardalhaço se o pessoal da tradução vier com um título mais ameno. Detalhes: http://ypfthemovie.com/

Rolling Stones – Shine a Light

A resenha chega alguns dias depois da sessão mas não menos empolgada. “Shine a Light”, um show dos Rolling Stones filmado/dirigido por Martin Scorsese, é uma super bola dentro. Aparentemente a mídia por aí não engrossa muito esse coro, mas esse fã aqui saiu tremendamente satisfeito do cinema.

O lado documentário praticamente só aparece para quebrar um pouco as belíssimas imagens das duas noites no Beacon Theatre de Nova York. Ao todo, não devem representar 15 minutos de fita. Além de cenas já clássicas da banda, uma ou outra coisa dos bastidores do show dá as caras, quase que só para demonstrar a insatisfação de Martin com a banda nos estágios de pré-produção do filme.

O repertório é obviamente um show à parte. Ainda que decidido quase em cima da hora, configura um excelente show. “Shattered” e especialmente o standard “Just My Imagination”, que não davam as caras desde o ao vivo “Still Life” (1982), aparecem em versões praticamente definitivas. A melhor música da banda, “Tumbling Dice”, também não fica de fora.”Some Girls” reaparece no repertório após décadas com uma ligeira troca na letra, direcionada a Luciana Gimenez.

As participações especiais, uma velha artimanha da banda para sempre parece up-to-date com o mundo do rock, não acrescentam muito. Jack White aparece bastante contido e Cristina Aguillera leva uma bela encoxada de Mick Jagger, substituindo Lisa Fisher, a backing da banda, que costuma dar o show em “Live With Me”. Buddy Guy é obviamente um capítulo à parte e leva a casa abaixo com “Champagne & Reefer”.

Martin também teve o mérito de achar novos enfoques para a experiência que é os Stones ao vivo. A maior das sacadas é uma liberdade na mixagem do áudio, realçando alguns detalhes do instrumentista em destaque. Dessa forma é possível ouvir arranjos de Keith Richards que até então, por melhor que fossem as gravações, não vinham à tona. Keith também é o destaque na hora de mostrar a interação entre os quatro no palco, totalmente gaiato. Mick Jagger segue o performer carismático e incansável de sempre, com todas as cabeças do público seguindo seus passos com a precisão e atenção de um público de partida de tênis atrás da bolinha. Vale a menção para a primeira fila do show, uma seleção artificial de tão exagerada de  modelos, que ao menos fizeram valer o cachê e não param de dançar um só segundo.

As mais de duas horas de filme passam rápido, com a bela fotografia segurando a onda num show sem muitos recursos cênicos, a não ser uma mudança de luz aqui e ali. Veja enquanto está no cinema.

I met the Walrus

Esse curta chamou a atenção durante o Oscar de semana passada. “I Met the Walrus” não levou a estatueta de melhor curta animado (um remake de “Pedro e o Lobo” acabou vencendo) mas acabou chamando a atenção dos fãs de Beatles que ainda não tinham sido avisados da pérola. Aos 14 anos, o produtor do filme Jerry Levitan convenceu John Lennon a conceder-lhe uma entrevista. O áudio, inédito até então, ganhou uma excelente intepretação na mão de dois animadores.  Como e quando passa por aqui, não dá para saber.

Final de Semana de Oscar

oscar.jpgOscar mais imprevisível dos últimos tempos (palavra de quem acertou “Crash“). É impossível não recorrer ao lugar comum numa premiação que sempre segue uma lógica toda própria. Se a tal da premiação por merecimento anterior não existisse, como justificar os prêmios máximos para “Os Infiltrados” (e não “Taxi Driver”) e “Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei”?
O selo de “Filme Vencedor do Oscar” pesa demais, e como acreditar que ele vai parar na mão dos dois favoritos (e melhores!) “Sangue Negro” e “Onde os Fracos Não Têm Vez“? O primeiro, nosso favorito pessoal, conta a história de Daniel Plainview, praticamente a reencarnação do Diabo. Num Leblon 2 semi-cheio já teve gente abandonando… Já no filme dos Irmãos Coen a ultraviolência atrapalha os planos de agraciamento, além de um final sutil demais para o público médio.
Premiar “Michael Clayton” (que eu não sabia que tinha assistido sob mais um título lugar-comum, “Conduta de Risco”) é meio sem graça dentro de todas as opções, mas é um filme que ostentaria o título sem gerar cobranças do público. Algo como quando o Carnaval Carioca premiava os ditos “desfiles técnicos”. Não descarto.
Passando direto por “Atonement” (“Desejo e Reparação”!), que não coube na agenda, chegamos a “Juno“. Seria a chance de premiar, com um ano de atraso, o formato “indie para todos os públicos”, deslanchado pelo não-premiado “Pulp Fiction” e recentemente injustiçado em “Pequena Miss Sunshine”. Será? Discodeplatina dá 60% de chances para “Juno”, 20 para “Michael Clayton” e 10 para “Sangue Negro” e “Onde os Fracos Não Têm Vez”. Se “Sangue Negro” ganhar (a trilha sonora é uma obrigação!), o mundo é um lugar bom e justo.