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O novo de Shyamalan

Chegou a vez do apocalipse de M. Night Shyamalan. Num ano que já teve Will Smith legendário passeando por uma Nova York deserta e a mesma ilha destruída e com a Estátua da Liberdade decepada em Cloverfield, eis que na Sexta-Feira 13 de Junho o diretor de “Corpo Fechado” e “A Vila” mostra como preferia acabar com o mundo. “The Happening” apresenta o irmão de New Kid on the Block e eterno “Marky Mark and the Funky Bunch” Mark Wahlberg num enredo aparentemente baseado numa catástrofe climática. É um pouco de overdose já (lembra muito a virada do milênio com todos aqueles Armaggedons), mas enfim…

trivia: O irmão de Mark, o New Kids Donnie Wahlberg, aparece no “Sexto Sentido” como o paciente que, descobrimos no final do filme, matou Bruce Willis.

Cloverfield – Monstro

Sábado à noite, sala lotada. Os créditos sobem e alguém não se segura: “É o pior filme que já na vida!”. Antes dele, mais uns tantos já haviam abandonado a sessão na metade. Pois é, lançaram Cloverfield, o aguardado e marketado novo filme de J J Abrahms no Brasil, e ainda resolveram incluir um adendo ao título: MONSTRO.

Mesmo assim, e com os jornais definindo (com razão) a película como uma mistura entre Bruxa de Blair e Godzilla, a sala lotou de desavisados. Quem se interessar pelas referências ligadas ao filme com certeza não vai se decepcionar. O restante vai continuar saindo no meio. Pra gente aqui de discodeplatina, recomendadíssimo! Bem escrito, realizado, claustrofóbico e assustador na medida certa da diversão.

I Am Legend

Longe de discodeplatina virar um blog de cinema, e ainda por cima estrear falando de um filme pipoca. Mas as referências musicas de “I Am Legend” não podiam passar em branco.

Primeiramente, na história, o personagem de Will Smith é um obcecado por Bob Marley. O cinema até riu quando Will descobre que Marley não é uma referência de toda a nova geração, o que é algo muito provável, principalmente fora do Brasil. O filme é quase todo silencioso, e só se ouve Bob nos outros momentos.

mikepatton.jpgMas a grande surpresa e motivo desse post aparece nos créditos. O sujeito responsável pelo som dos animais no filme aparece listado como elenco e não como efeitos sonoros. E seu nome é Michael A. Patton, ou Mike Patton para nós. O mesmo que veio com o Fantomas pro Claro que é Rock e com o Faith No More umas trocentas vezes. E fez todo o sentido! Lembrou mesmo as coisas mais experimentais dos discos solos do cara. Deu até vontade de rever o filme.

The Devil and Daniel Johnston

É hoje! Às 14h30 (com reprise às17h30) a HBO passa pela primeira vez num horário decente “The Devil and Daniel Johnston“. Uma excelente opção para quem gosta de música, para quem gosta de rock, para quem quer conhecer uma história muito diferente e até para quem quer cultivar um novo ídolo. Para não sair de novo contando todas as histórias do filme, talvez sirva de credencial o fato de Kurt Cobain não parar de usar a camisa de Daniel no auge do sucesso ou de Wilco e Teenage Fanclub terem regravado o cara. Também curioso o fato de Daniel se comunicar com os amigos por fitas, gerando um acervo histórico único. E está tudo no documentário! Imperdível!

Depois, quando você sair correndo para a Grande Rede atrás de material do cara, saiba que a tal Stress Records perdeu o nome para um selo de eletrônico. Além do clássico-mor “Hi, How Are You?”, vale muito conferir “Fun”(1994), o único lançamento major e com uma produção muito interessante.

Lost in Translation

Finalmente alguém teve a sacação de ir atrás do que Bill Murray fala para Scarlett Johansson no final de “Lost in Translation” (“Encontros e Desencontros”).  Gostou? [créditos: poplist]

Cloverfield

slushoheroesscreenshot.jpg

Então… depois de algum tempo sem notícias concretas, mais sobre o novo filme de J J Abrams. Vai mesmo se chamar Cloverfield e um novo trailer já está disponível. A imagem acima é do episódio mais recente de Heroes lá fora. A bebida na mão da nossa querida Veronica Mars é Slusho. Na foto não aparece claramente, mas é mais um link bizarro desse filme, algo que aliás anda cativando mais do que o pouco que se sabe da história. Slusho é o nome de uma bebida fictícia que aparece também no filme e que cujo site, slusho.jp, é mais um site ligado ao marketing viral de Cloverfield.

Já o trailer (http://www.apple.com/trailers/paramount/11808/) mostra que, após um primeiro trailer (“teaser”) promissor, estamos mais próximos de um filme-chavão, nada muito mais do que um “Independence Day” dessa década. Mais uma vez Nova York é destruída, e por dois segundos vemos até que o filme tem um monstro gigante, talvez na onda do Godzilla. Chato, né? Como discodeplatina não consegue dar o braço a torcer, seguiremos noticiando tudo acerca da acertadíssima campanha de divulgação do filme, e numa torcida maior ainda para que ele seja mais do que aparenta. Estava indo tão bem…

Festival do Rio 2007 – saideira

Saideira! A repescagem come solta mas as forças acabaram. O que rolou na reta final: 

S.O.S. Saúde – Destaque total! Michael Moore parecia ter perdido o encanto com o “Farenheite 9/11” mas voltou com tudo nesse “Sicko”, equilibradíssimo. Até mesmo o fim um tanto piegas (com a piada final pra arrematar) descem muito bem.

Fados – Certamente esperava algo mais didático. No fim das contas, Carlos Saura montou um filme a partir de videoclipes, reunindo até mesmo alguns brasileiros na festa. Não é o que eu queria, mas valeu. A comunidade lusitana que lotava o cinema foi ao delírio.

Dot.com – Uma idéia interessante mas com furos no roteiro tão claros que prejudicam a diversão.

Ninféias – A adolescência, não importa nem mais sua opção sexual, é desesperadora. Mas passa. Bom filme, mostrando que a tal da Mostra Gay não é mais do interesse exclusivo desse público (se é que alguma vez já foi).

Entre os Mortos – Um documentário que prometia mostrar uma visão totalmente diferente de um país sobre a morte. No fim das contas, opiniões de coveiros e afins não expressam a cultura do país. Seria a mesma visão entrevistando trabalhadores do gênero em qualquer país. Propaganda enganosa?

A Cada um seu cinema – Coletânea de curtas sobre cinema, comemorando 60 anos de Cannes. Dezenas de diretores consagrados e a irregularidade de qualquer coletânea. Valeu Moretti e Von Trier!

I’m Not There – Bob Dylan em seis alter-egos. Muito interessante e bastante compreensível até o sexto (Richard Gere) me confundir demais. Um dos hypes do festival. Ponto alto.

Festival do Rio na reta final

Faltam 2 dias e 9 filmes para a gente. Do último post para cá foram apenas três:

4 semanas, 3 semanas e 2 noites – Vencedor da Palma de Ouro de Cannes, “4 semanas…” é primeiro de tudo um filme denso, tenso, pesado e sufocante. Ostenta um troféu de respeito no currículo mas não entrou para os meus favoritos do festival. Como já tinha notado antes, a adolescência é horrível.

Antes que o Diabo saiba que você está morto – Sidney Lumet, dos clássicos “Um dia de Cão” e “Network”, que admito ter conhecido mais tarde do que deveria, chega com mais um filme muito bem realizado, estrelado por Philip Seymour Hoffman (favorito da casa) e Ethan Hawke. Policial por envolver um crime, drama por definição, comédia dependendo de como você enxerga muita desgraça junta. Misery loves companion.

Smiley Face – Potheads do mundo, uni-vos! Uma despretensiosa comédia maconheira que se perde um pouco na preguiça (causada pelo quê?) do roteiro, que perde força ao longo do filme. Bons momentos e o único final que faria o público pothead presente não aplaudir.

Festival do Rio e tudo que os fãs de Lynch me deixaram assistir

O Festival segue a mil, e tirando o “Inland Empire”, de David Lynch, que gera brigas e filas dignas da crise recente do Botafogo, discodeplatina conferiu algumas coisas…

O Expresso Darjeeling – Wes Anderson novo e em plena forma. Recomendado para todos, top do festival. Estréia em breve.

People – Histórias de Nova Iorque – Bem realizado mas não diz muito a que veio nem conclui muita coisa. Simpático ainda assim.

Vontade de Chorar – quase dá quando não se ouve uma palavra entre o casal nos dez primeiros minutos do filme. Depois a trama começa e acaba sem que você fique sabendo tanto assim da história dos dois. Mas o  que dizer mais de um fim?

Planeta Terror – Rodriguez foi mais a fundo que Tarantino na experiência proposta para “Grindhouse” e traz um banho de sangue um tanto quanto exagerado para as minhas preferências. Ficaria melhor na sessão dupla, mas logicamente tem bons momentos.

O Mundo Imundo de John Waters – Depois do banho de sangue de Rodriguez, perdi a certeza se estava pronto para um documentário sobre o universo de Waters, que me é tão caro. Eis uma adorável surpresa: o filme não é um documentário e sim um stand up do próprio Waters passando sua carreira a limpo por completo. Imperdível.

Paranoid Park – Gus Van Sant reaparece depois de “Elefant” pra lembrar como a adolescência (a clássica, entre 13 e 19, não a nossa) pode ser terrível. Não é uma declaração tão chocante quanto o anterior mas se saiu muito bem. Para os nerds de plantão, a pista de skate de Paranoid Park, filmada à exaustão, parece familiar, e é: faz parte do videogame TonyHawk 2.

E, para os fãs do filme de Anderson, algo da trilha:

Trailers do Festival do Rio

Discodeplatina, o blog mais gente boa do mundo, compila alguns trailers de filmes desse Festival, só pra te ajudar a escolher.

Clique aqui para ver trailers de Bunny Chow, Satanás, Film Noir e mais onze filmes.