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Resenhas de lançamentos e clássicos

Lasciva Lula de graça

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“Sublime Mundo Crânio”, do Lasciva Lula, presença constante da playlist desse blog (aí do lado) desde sua criação, foi disponibilizado para download no site deles no Trama Virtual.

Para entender melhor porque tanto se fala dessa banda aqui do Rio, vale também checar os trabalhos anteriores disponíveis por lá, uma vez que clássicos do naipe de “Olívia Lik”, “Casal de Velhos” e “A mesma mulher” não foram regravadas para o début da banda em formato longo.

Pra aumentar sua curiosidade e matar a sua fome, fique com o primeiro clipe do disco.

Cooper Cobras lançam álbum de estréia

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Que os tempos são outros todos já sabemos. E talvez isso só sirva para realçar o prazer que ainda dá, mesmo em tempos de myspace e suportes virtuais, a alegria de dar de cara com um ÁLBUM.

O Cooper Cobras é uma banda até relativamente nova no cenário, mas seus integrantes já fizeram muito mais anteriormente aos dois anos de existência do trio. Toda a experiência adquirida com certeza ajudou para atingir o ponto certo mais rapidamente. Depois de um excelente clipe e shows por tudo que é canto sujo da cidade, chegou a hora do disco de estréia.

Enquanto o CD em si não chega da fábrica, dá para curtir o disco todo no novo site da banda. Afinal das contas, onde mais você ouve música nos dias de hoje? A estréia, que leva o nome da banda, é um ÁLBUM como andou se esquecendo de fazer por aí, enxuto, com unidade e qualidade. Os melhores momentos inevitavelmente são os singles, “Até o fim do show” e “Foi-se o Tempo”. A influência de rock, ROCK MESMO, está por toda parte. AC/DC, Supersuckers, New York Dolls, Ramones… provavelmente classificado como Stoner Rock pela nova geração. Produzido por Pedro Garcia (da banda Rockz, aquela que andou inspirando o Bravery). Recomendadíssimo!

Ben Lee

Mais uma vez convém avisar: lá vem outra resenha apaixonada. Mas vá lá, dessa vez esperei um pouco mais e consegui não ficar totalmente cego (ou surdo) pela admiração.
O assunto em pauta é um dos grandes ídolos dessa coluna, o australiano Ben Lee, que conquistou de vez esse posto ao lançar o irrepreensível “Awake is the New Sleep”, há dois anos e meio. O disco mudou a minha vida e aparentemente mudou a dele também, que saiu em turnê pelo mundo vendo seu público crescer, muito por conta do mega-sucesso “Catch My Disease”.
Por conta disso tudo, a expectativa por “Ripe” era altíssima, e sinceramente seria muito difícil atingi-la. A notícia de que o repertório foi peneirado a partir de 80 composições novas deu a esperança, mas aparentemente foi feito um investimento alto no disco, o que traz mais interessados no resultado final além de artista e fãs.
Seja como for, “Ripe” é um bom disco. Não dava mesmo para se ter um novo “Awake”…
O primeiro single é a simpática “Love me like the world is ending”, de cujo clipe discodeplatina quase fez parte. O clipe foi regravado com outro roteiro e o resultado segue abaixo.

Depois de “Love me…”, a faixa de abertura, o disco segue muito bem e em clima de festa com “American Television” (sob uma perspectiva boa, já que o sujeito curte). E daí não tem muito jeito, começam a aparecer alguns tropeços, e o disco oscila entre altos e baixos. “Birds and Bees” é o primeiro deles, um dueto romântico que poderia ser um b-side curioso e olhe lá. Parece que Ben Lee resolveu mirar de vez no seu público majoritariamente feminino e, enfim, não é o meu caso.
O sexo é um assunto tão presente quanto discreto no repertório de Ben, e “Blush” é excelente, digna do cara que compôs “Dirty Mind”. Já “Sex Without Love” fica constrangedora com seu refrão digno da fase sem maquiagem do Kiss. Peraí: o single fala de sexo também, não?
“What Would Jay-Z Do?” trás novamente uma perspectiva inesperada, uma homenagem a um ídolo que ninguém imaginaria para Ben Lee. Uma boa música, que não se perde na curiosidade despertada pelo título.
A idéia de “Numb” é mostrar que não se rendeu às gravadoras, mas prefiro esperar pelo próximo para dar esse voto a ele.
Encerrando o disco, dois excelentes momentos com “Home” e “Ripe”. Resultado até bem positivo, no fim das contas.

ben-lee-sings-sm.jpgComo se um disco novo não fosse notícia suficiente, Ben Lee deu uma surtadinha e aprontou mais uma. Fã do disco “New Wave”, do Against Me, que foi lançado esse ano e a revista Spin mencionou na capa de uma edição anterior com a pergunta “teria o Against Me na surdina feito o melhor disco da década”, Ben decidiu regravar o álbum na íntegra e disponibilizou no seu blog. Escolha suas melhores dali, misture com os grandes momentos de “Ripe” e fique com um disco excelente nas mãos, desses que não sai do player.

Ben Lee

ripe.jpgEssa semana chegou às rádios lá fora o primeiro single do disco novo de Ben Lee. Desde seu anúncio “Ripe” (que sai em Setembro na Austrália e nos Estados Unidos e um pouco antes disso no Soulseek) já é o disco mais aguardado do ano por aqui no Disco de Platina.

Ben Lee, que mesmo sem ter chegado aos 30 ainda já acumula 15 anos de carreira, lançou há dois anos o excelente “Awake is the New Sleep“, um divisor de águas em sua carreira, marcante ao ponto de fazer sumir o repertório antigo por completo dos shows. Embalado pelo mega-hit “Catch My Disease“, que chegou ao top 20 nos Estados Unidos e lhe rendeu até uma aparição num final de temporada de “Gray´s Anatomy“, o disco chegou à marca de Platina Dupla na Austrália (terra natal do sujeito) e fez o selo apostar forte em “Ripe“, gravado num mega studio onde na sala ao lado o Smashing Pumpkins registrava “Zeitgeist“.

Para quem se interessou, o myspace dele traz 4 músicas que dão a melhor amostra do que é Ben Lee: temos o single novo, o baladão “Love Me Like the World is Ending“, a já mencionada “Catch My Disease“, uma versão sensacional para “Float On” do Modest Mouse e “Into the Dark“, a melhor de todas.

Iron mash-up

O heavy metal sempre fez por onde para ser reconhecido como o estilo menos aberto a mudanças de todos. Dominado pelos metalheads heterodoxos, nenhuma ramificação do estilo foi bem aceita, da fusão com o punk à moda dos anos 90 de mistura com rap e funk, fã de metal (metaleiro não!) que se preze nunca viu isso com bons olhos.

nodb_cover.jpgMais eis que a modernidade e a mentalidade “ninguém é de ninguém” da Grande Rede resolveram entrar de sola nesse campo minado. E o resultado não poderia ser mais curioso do que a coletânea de mashups “Number of da Boot“, lançada exclusivamente online e de forma não-autorizada. Executada por alguns dos nomes mais atuantes do estilo, o disco comete heresias de fazer qualquer fã organizar passeatas, ao misturar músicas do ícone-mor Iron Maiden com as bandas mais improváveis e distantes do Mundo Metal.

Já para os fãs de todo o tipo de música, a diversão é garantidíssima. Quem diria que “Revelations” nasceu para ser misturada com “Exodus” de Bob Marley? E o que dizer da abertura com “Simpathy for the Soul of the Beast”, trazendo para o maior clássico da banda referências de Rolling Stones e Primal Scream? E o preço de assistir o Run-DMC ficar melhor ao lado do Iron cantando “My Adidas” sobre a base de “Running Free” do que no famoso dueto com o Aerosmith?

Baixe agora aqui antes que o primeiro exército de preto consiga invadir Mashuptown .

Foo Fighters chegando ao sétimo disco

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O Foo Fighters, que tinha conseguido a proeza de só lançar discos muito bons até uma ligeira escorregada em “In Your Honor” (que obviamente tem seus momentos) e o relacionado “Skin and Bones“(que não), promete colocar a coisa nos eixos de novo em Setembro, com o lançamento do seu sétimo disco “Echoes, Silence, Patience and Grace“. Apesar do título sugerir o oposto, Dave Grohl andou afirmando que o disco segue o estilo de sempre da banda, com direito a mais diversidade. Antes do show de Sábado no Live Earth, a banda fez uma apresentação fechada para 100 felizardos em Londres com um mega esquema de segurança, que proibia até mesmo celulares com câmera.

Em outro show fechado, em Junho na California, a segurança não foi tão caprichada e um vídeo da música com o título mais chamativo, “Cheer Up, Boys (Your Make-Up is Running)“, apareceu no youtube e você confere abaixo. Além de da música, uma clara alfinetada na meninada emo que usa maquiagem (e sempre desfaz de tanto chorar), o resto do tracklist do álbum foi divulgado. Constam dela “The Pretender”, “Let it Die”, “Erase/Replace”,”Long Road to Ruin”, “Come Alive”, “Strange Things Have Happened”, Summers End”, “Ballad of the Beaconsfield Miners”, “Statues”, “But, Honestly” e “Home”.

Cheer Up, Boys (Your Make-Up is Running) @ Paladino´s, California

Quem reaparece como produtor é Gil Norton, cujo último trabalho com o quarteto foi o melhor disco deles, “The Colour and the Shape“. O disco, por sinal, está sendo relançado hoje lá fora numa edição especial de 10 anos, remasterizado e com seis faixas-bônus: “Requiem” (do Killing Joke), “Drive Me Wild”, “Down in the Park” (de Gary Numan, o mesmo do hit 80s “Cars“), “Baker Street” (de Gerry Raferty), “Dear Lover” e “The Colour and The Shape”.

E finalmente o Smashing Pumpkins ganha a rede!

Mais de 10 posts depois, o grande campeão de buscas aqui no blog segue sendo o post sobre o Smashing Pumpkins.

Mais do que a inconteste popularidade da banda, a razão para tamanha procura é que a 10 dias do seu lançamento, “Zeitgeist” ainda não havia vazado. Isso numa era em que alguns discos chegam a vazar dois meses antes!

A explicação para um disco aparecer na Internet com um mês de antecedência é razoavelmente simples: os jornalistas começam a receber os discos nessa época, mesmo que em cópias em CD-R, para que entrem as críticas apareçam nas respectivas revistas a tempo de coincidirem com a chegada dos discos às lojas.

Mesmo assim, somente no Domingo, dia 1, “Zeitgeist” apareceu no RapidShare e afins. Os arquivos eram retirados em menos de uma hora, sinal que mesmo no Domingo alguém na Warner batalhou o quanto pôde para impedir o vazamento. Alguns dias depois, o estrago é inevitável e vários torrents já estão disponíveis na rede. Quem ouvir que comente aqui.

Nesse meio tempo ficou pronto o clipe do single “Tarantula”, que vai ficando melhor a cada audição. O clip há de ser lembrado apenas como “aquele que o Billy Corgan solta lasers dos olhos”. E olhe lá.

Assista agora:

Art Brut de disco e clipe novos!

Após dominar o mundo com o primeiro disco “Bang Bang Rock n’Roll” e invadir as pistas de dança indies com o mega-hit “My Little Brother” (e subseqüentemente “Emily Kane” e “Formed a Band”), o Art Brut está de volta.

O quinteto, que abriu para o Franz Ferdinand em São Paulo no ano passado e não teve muito destaque, é um pequeno achado do rock atual, uma banda que se não veio para salvar o mundo com certeza entretém como poucas atualmente. Para o público a que se destina, o Art Brut causa um certo estranhamento sem uma apresentação prévia. O vocal e mentor Eddie Argos usa a banda de base para desfilar suas histórias simples e engraçadas (mas não exatamente engraçadinhas) sobre a paixão platônica do colégio ou o irmão mais novo que acaba de descobrir o rock n’roll e gravou para ele uma fita só com b-sides, ou ainda clamar por um espaço no agora extinto programa da Tv Inglesa “Top of the Pops”. Tudo isso sob um instrumental que não faria feio em qualquer música do Buzzcocks.

artbrut.jpgAlgo tão conceitual e bem-humorado corre o risco de perder a atração rapidamente, mas o Art Brut acaba de passar – e com louvor – o teste do segundo disco. Já disponível, “It’s a Bit Complicated” traz a banda afiadíssima, um degrau acima em termos de técnica e musicalidade (o nome Art Brut a princípio ia ser trocado a cada disco, afinal a banda não estaria mais no estado bruto), e Eddie Argos se sai muito bem renovando seus “causos”. Da abertura com “Pump up the Volume”, passando pelo single novo e homônimos de clássicos como “I Will Survive” e “Jealous Guy”, o Art Brut consegue despretensiosamente, e através dessa própria despretensão, lançar um dos discos mais bacanas do ano.

Art Brut – “Direct Hit”

Smashing Pumpkins – Zeitgeist

Quem está de volta também é o Smashing Pumpkins. A tour de reunião já vem junto com um disco novo, “Zeitgeist”, que sai lá fora dia 10 de Julho e que incrivelmente não vazou na rede ainda. Essa semana a banda causou controvérsia nos sites e blogs gringos ao divulgar que lançaria 4 versões diferentes do álbum: uma versão simples para lojas, uma com uma faixa extra (“Death from Above”) a ser vendida somente na cadeia Best Buy,  outra para as lojas Target (a única a ter a faixa-título “Zeitgeist”) e uma para o Itunes (com “Stellar” a mais).

Antes de sair em turnê pelo Outono de lá (nossa Primavera), Billy Corgan e seus asseclas vão fazer uma residência de nove noites na Carolina do Norte e onze em São Francisco, com a intenção de variar o repertório em todos os shows, incluindo covers, raridades e até músicas feitas no mesmo dia, e ainda participar de alguns festivais.

Algumas coisas chamam a atenção nessa volta, sendo a principal delas o fato do restante da banda fora os dois originais (Corgan e o baterista Jimmy Chamberlain) ter sido mantido em segredo até o primeiro show e mesmo depois não ter recebido muita atenção. Ginger Reys é a baixista, mantendo a fixação de Corgan por mulheres liderando os graves de suas bandas, e o guitarrista é Jeff Schroeder, quase fugindo da obsessão do mesmo Corgan por orientais na guitarra. Chamar essa formação de Smashing Pumpkins pode até parecer um capricho, dado que o saudoso e efêmero Zwan continha os mesmos membros originais do Pumpkins desta atual formação.

O mais engraçado é que o primeiro single, “Tarantula”, soa mais mesmo como Smashing Pumpkins do que o Zwan. Uma boa música, que se não é um clássico também não faz feio. Confira ela abaixo, com imagens do primeiro show da reunião, captadas por um diretor que acompanha essa tour.

Depois confira no myspace um tributo aos Smashing Pumpkins a ser lançado em CD na Revista SPIN de Julho. Até o momento, o destaque vai para a versão do Ben Kweller para “Today”. Participam ainda New Amsterdams, 44+ (2/3 do Blink 182),  The Bravery e outras.

“Tarantula” 

“Zero” 

“Doomsday Clock”

Smashing Pumpkins – Zeitgeist

01 Doomsday Clock
02 7 Shades of Black
03 Bleeding the Orchid
04 That’s the Way (My Love Is)
05 Tarantula
06 Starz
07 United States
08 Neverlost
09 Bring the Light
10 (Come On) Let’s Go!
11 For God and Country
12 Pomp and Circumstances

Beastie Boys – The Mix-Up (2007)

Terça-Feira, dia 26, está saindo lá fora mais um disco do Beastie Boys, algo que sempre será motivo de comemoração aqui no Disco de Platina. É o segundo disco inteiramente instrumental da banda. O primeiro, The In Sound from Way Out, misturava inéditas e materiais de outros discos. Lembro de ter comprado na extinta Downtown Beat, no mesmo dia que o Pinkerton do Weezer (e pagando preço de single!).

Dessa vez o Beastie Boys jogou a expectativa lá em cima: avisou que o disco é inteiramente inspirado no pós-punk, deixando nós, fãs de Gang of Four e PIL, babando de expectativa. A banda já liberou dois vídeos do disco, que você pode assistir aqui embaixo. Sensacional, ainda que nem tãooo pós-punk assim. Dia 26 o disco sai  e poderemos descobrir como uma música do trio de rap novaiorquino veio a se chamar “Suco de Tangerina”. Alguém lembra do show deles no TIM elogiando o BibiSucos?

“Off the Grid”

“The Rat Cage”