Weezer - “red album” (2008)
Ele já está entre nós. Pois é… se havia a certeza absoluta de que 24 de Junho seria a única data que com certeza não estaríamos ouvindo pela primeira vez o Red Album, sexto disco do Weezer, é de causar alguma surpresa que ele já tenha aparecido mês e meio antes.
Faltam ainda duas músicas mas as primeiras impressões já podem ser descritas. Sendo as primeiras, há de se descontar a empolgação de fã da mesma forma que se releva o medo da banda ter pisado na bola. O frio na espinha é o mesmo há 4 discos, desde que voltaram do hiato pós-Pinkerton.
Fica mais fácil falar utilizando os outros álbuns como base. Esse pode ser o mais extremo de todos. O “Pinkerton” causou estranheza na época, estranheza a ponto de ser renegado pelos fãs e eleito um dos piores do ano pela Rolling Stone, injustiças que só o tempo curou. E para entender o disco novo é preciso falar de estranheza. Lembra o “Maladroit“, para alguns uma odisséia hard rock? Pois é, esse é mais. O Weezer se livrou de todas as amarras e fez o disco quis. Esquizofrênico como só o disco com mais input dos outros três asseclas poderia ser. Para amenizar o desespero de executivos de gravadora e fãs xiitas, veio “Pork and Beans“. “Troublemaker“, que quase foi o single e ficou como faixa de abertura, também deixa tudo no mais do mesmo que todos queriam. É mais rock já, tem mais influência de rap no vocal, mas ainda cabe. Daí pra frente…
Daí pra frente vem a polêmica, muito bem-vinda por sinal. A banda não se fez de rogada e colocou a faixa ser mais comentada logo em segundo: “The Greatest Man That Ever Lived“. Épico, nas palavras de todos que já tiveram acesso. Não dá para não lembrar de “Bohemian Rhapsody” do Queen. Diversos andamentos, harmonias vocais, tudo extremamente grandioso - e um pouco mais de rap novamente. Amar ou odiar. Amei.
“Heart Songs” é um diário sentimental de Rivers Cuomo, uma balada em homenagem à todas as bandas (e tome citações de metal, de Slayer em diante) que fizeram a cabeça dele até o dia de começar o Weezer, segundo consta ali por conta do “Nevermind”. “Thought I Knew” é o momento do guitarra Brian Bell, que começa muito bem e acaba perdendo o pique em algum momento. “Everybody Get Dangerous” é hard rock no limite, com a excelente produção saltando aos ouvidos, e “Dreamin” reconforta quem está assustado com a esquizofrenia reinante. Simples e com uma linda melodia, até então só o que se esperava deles. Com direito a vocais do baixista Scott Shriner e um festival de harmonizações vocais no final.
Ficou faltando “Automatic“, com os vocais do baterista Patrick Wilson (sendo que 10 segundos dela já apareceram de fundo num comercial de videogame no youtube) e “The Angel and the One“, fora os b-sides (só na versão do iTunes temos quatro).
É isso. A banda fez o disco que sempre quis. Mas será que era isso que os fãs queriam?
Pensando bem, pelas fotos da divulgação já dava pra perceber que eles tinham pirado, né?
3 comments Maio 7, 2008

